Secretário diz que sobra muito pouco para investir na Saúde do DF

Para este ano, dos R$ 6,2 bilhões que constam no orçamento da pasta, R$ 5 bilhões serão destinados a pagar a folha de pessoal

atualizado

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1 de 1 saúde, humberto fonseca - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O cenário de caos e os problemas na rede pública de saúde do DF não têm previsão de mudar tão cedo. Ao apresentar o relatório de gestão do último quadrimestre de 2015 à Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle da Câmara Legislativa, nesta quinta-feira (7/4), o secretário Humberto Fonseca destacou que do orçamento para 2016, R$ 6,2 bilhões, quase R$ 5 bilhões serão destinados a pagar pessoal, sobrando muito pouco para investimentos.

O secretário disse que, entre as propostas para diminuir despesas, estão a redução de horas extras e a realização de novas licitações para os contratos de serviços terceirizados, a exemplo das empresas que fornecem alimentação e as de vigilância. Hoje, a secretaria trabalha com contratos de emergência, em sua maioria, que custam R$ 3 bilhões à pasta.

Há apenas um mês no cargo, Fonseca veio acompanhado por técnicos da secretaria, e respondeu às arguições não apenas de parlamentares, mas também de representantes de conselhos, associações e sindicatos presentes na audiência pública. Pelo relatório, 20% da arrecadação do DF em 2015, isto é, cerca de R$ 2,8 bilhões, foram gastos na área da saúde. Além dos recursos próprios, o GDF conta com dinheiro de convênios e do governo federal, que entra via Fundo Nacional de Saúde e Fundo Constitucional do DF.

O deputado Rodrigo Delmasso (PTN) indagou o porquê de a atenção primária não ser prioridade, uma vez que houve redução de 35% nos atendimentos entre 2014 e 2015. O secretário concordou com parlamentar sobre a importância da área: “quando a atenção primária é fraca há aumento na emergência”.

No entanto, Fonseca argumentou que existem dificuldades em contratar novas equipes, principalmente médicos de família, e, entre outras medidas, sugeriu adotar o sistema misto de agendamento nas unidades de saúde e a prestação do serviço de exames laboratoriais via contratação.

Organizações sociais
A passagem da administração de hospitais públicos a organizações sociais, iniciativa levantada pelo Governo do DF como uma possível solução para melhorar o atendimento, consumiu grande parte da reunião. A presidente do SindSaude-DF, Marli Rodrigues, foi especialmente crítica ao modelo e declarou não acreditar que essa medida possa resolver a situação da saúde pública no DF.

Fonseca rebateu e afirmou que as organizações sociais podem contribuir, principalmente por conta das restrições financeiras atuais do governo.

 

Sobre as medidas para combater doenças como dengue e zika, alvo da preocupação do deputado Roosevelt Vilela (PSB), o secretário alegou que casos de dengue existem apenas em 6 das 31 unidades de saúde do DF. Ele elogiou a equipe de controle de epidemias da Secretaria, que atualmente prepara a rede de saúde com plano de ação para enfrentar os novos riscos, que são as doenças respiratórias, como a gripe H1N1. (Com informações da CLDF)

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