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Distrito Federal

Tatuador é preso acusado de alisar partes íntimas de cliente

Segundo a Polícia Civil do DF, ato libidinoso teria ocorrido durante sessão de tatuagem em um estúdio

17/11/2017 12:21, atualizado 20/11/2017 15:16
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PCDF/Divulgação
Tatuador é preso acusado de alisar partes íntimas de cliente

A 23ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Sul) prendeu, em flagrante, um tatuador acusado de praticar ato libidinoso contra uma cliente, durante sessão de tatuagem em um estúdio. Segundo a PCDF, foi apurado que o rapaz teria colocado a mão na região genital da vítima duas vezes.

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Edson Gomes Trajano da Silva, 36 anos, foi detido e recolhido à carceragem da corporação, onde se encontra à disposição da Justiça. O estúdio de tatuagem fica na QNN 1, no centro de Ceilândia. Depois do abuso, a vítima foi à delegacia e relatou o ocorrido.

“O que mais nos surpreendeu foi que a moça já tinha ouvido falar dessa conduta e, mesmo assim, foi adiante. Temos informações de que ele é conhecido entre os tatuadores como ‘jack’ (gíria para assediador) e chegou a ser denunciado em 2013 por esse tipo de ato. Provavelmente outras vítimas podem ter passado por isso, mas não procuraram a polícia”, afirmou o delegado Vítor Dan, da 23ª DP.

O indiciamento do suspeito terá uma qualificadora, já que ele usou da tatuagem como uma forma de enganar a vítima e praticar o abuso. A investigação apurou também que Edson fazia tatuagens em menores de idade sem checar documentos e autorização dos pais.

Como foi pego em flagrante, poucas horas do abuso, o tatuador ficou preso. Ele passará por uma audiência de custódia.

O outro lado
Em nota, o advogado Charles Douglas Silva Araújo disse que seu cliente nega as acusações e apresenta uma versão diferente da cliente. Trajano, segundo o defensor, diz que estava “tão somente fazendo seu trabalho e que, por ser na região da virilha, muito próximo das partes íntimas da suposta vítima, poderia ter se equivocado quanto ao suposto assédio sofrido”.

“O senhor Edson não usa de sua profissão para abusar das ‘vítimas’ e repudia qualquer ato que viole ou denigra a integridade feminina, ainda mais se tratando de uma cliente que confiou em seus serviços”, acrescentou o advogado na nota, informando ainda que o tatuador atua há mais de 20 anos no ramo.