Projeto que recicla jeans garante renda a mulheres carentes do Sol Nascente

Movimento Raízes do Sol Nascente, criado na pandemia, tem confecção feita por mulheres em situação de vulnerabilidade que reciclam o jeans

atualizado

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Divulgação/Fehsolna
Edilamar-Raizes-do-Sol-Nascente-600×400
1 de 1 Edilamar-Raizes-do-Sol-Nascente-600×400 - Foto: Divulgação/Fehsolna

Buscando um maior protagonismo de mulheres em situação de vulnerabilidade social da comunidade, a Federação Habitacional do Sol Nascente (Fehsolna) criou um projeto de moda que recicla roupas jeans, a marca Raízes do Sol Nascente.

Em virtude do isolamento social exigido no enfrentamento ao novo coronavírus, durante o qual boa parte dos profissionais autônomos da comunidade ficaram desamparados e sem renda, o projeto nasceu para dar uma oportunidade de trabalho para as famílias da região.

“Sem poder sair às ruas para trabalhar, a situação, principalmente das diaristas, que na maioria dos casos são responsáveis pelo sustento de toda a família, estava muito complicada. Resolvemos criar a marca de roupas para ajudar essas mulheres, explorar a criatividade com a confecção das peças e a customização do jeans”, disse a fundadora, presidente da Fehsolna e idealizadora do movimento, Edilamar de Souza e Souza Correia, 48 anos.

A entidade não tem fins lucrativos. Todo o material e jeans usados para as oficinas de costura, são frutos de doações.

“Vimos que a customização estava em alta. As primeiras peças ficaram maravilhosas. Nós aprofundamos os estudos e, hoje, já estamos fabricando jaquetas, coletes, saias, blusas, entre outros itens. Até um vestido de noiva. As peças ficam novas. Também agregamos o artesanato à costura. Tudo isso vai possibilitar o lançamento da Raízes do Sol Nascente”, explicou Edilamar.

As roupas que estão sendo confeccionadas pelo movimento estarão disponíveis para venda após o desfile de lançamento da marca, previsto para ocorrer no próximo dia 5 de dezembro.

Veja imagens do Raízes do Sol Nascente:

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Peças são produzidas por mulheres
Elas transformam e customizam o jeans
Alunas do projeto
Edilamar, presidente da Fehsolna
Lucilaneide Oliveira de Faria produziu um buquê de flores jeans
Marca Raízes do Sol Nascente
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Marca Raízes do Sol Nascente

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Peças são produzidas por mulheres
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Peças são produzidas por mulheres

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Elas transformam e customizam o jeans
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Elas transformam e customizam o jeans

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Alunas do projeto
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Alunas do projeto

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Edilamar, presidente da Fehsolna
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Edilamar, presidente da Fehsolna

Divulgação/Fehsolna
Lucilaneide Oliveira de Faria produziu um buquê de flores jeans
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Lucilaneide Oliveira de Faria produziu um buquê de flores jeans

A psicóloga Lorrane Miranda
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A psicóloga Lorrane Miranda

Corina Batista da Silva
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Corina Batista da Silva

Ela entrou no projeto há 5 meses
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Ela entrou no projeto há 5 meses

Peça elaborada pelas mulheres do grupo
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Peça elaborada pelas mulheres do grupo

Jaqueta
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Jaqueta

Colete customizado
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Colete customizado

Conjunto de saia e cropped
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Conjunto de saia e cropped

Edilamar com peça produzida por elas
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Edilamar com peça produzida por elas

Idealizadora do Raízes
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Idealizadora do Raízes

Colete feito com a reciclagem do jeans
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Colete feito com a reciclagem do jeans

Frente da Federação Habitacional Sol Nascente (Fehsolna), no Trecho 1
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Frente da Federação Habitacional Sol Nascente (Fehsolna), no Trecho 1

JP Rodrigues/Especial para o Metrópoles

Ainda segundo Edilamar, carinhosamente conhecida na região por Dila, o índice de mulheres com depressão estava aumentando muito com a pandemia.

Essa é uma nova esperança que surgiu para essas mulheres. Uma nova profissão. Como o mercado de trabalho é escasso, acreditamos que isso trará mais oportunidade de emprego e renda para elas. É um privilegio estar à frente desse trabalho. Percebo a alegria delas em estar dentro desse processo. Queremos que a primeira marca de roupas da nossa cidade possa se expandir e seja reconhecida no mundo todo

Edilamar de Souza e Souza Correia, idealizadora do Raízes do Sol Nascente
Combate à depressão

A aluna Corina Batista da Silva, 66, é uma das mais de 40 pessoas que trabalham no projeto. “Comecei a participar há cinco meses. Fiquei sabendo através de uma amiga, que me informou sobre a oportunidade. Logo quis fazer parte. Já fiz coletes e vestidos. Divido a casa com mais quatro pessoas e estamos passando por necessidades. Acredito que esse projeto irá ajudar, com renda para a minha família”, afirmou.

A psicóloga da instituição, Lorrane Miranda, 28, realiza o acompanhamento dos casos e disse que já é possível perceber mudanças comportamentais nas participantes. “O projeto abre portas para que essas mulheres consigam trabalhar; saiam de suas casas e tenham um espaço na sociedade”, destacou.

“Com o Raízes, já conseguimos traçar o perfil das alunas e vamos desempenhar outras atividades em relação ao combate à violência doméstica e incentivo ao empreendedorismo. Muitas chegam aqui sem perspectiva alguma. Aqui, elas se sentem empoderadas e capazes”, acrescentou a psicóloga.

A família da artesã Lucilaneide Oliveira de Faria, 51, é assistida pela Fehsolna há 4 anos. Na reciclagem do jeans, ela construiu um buquê de flores com sobras de tecidos. Antes da ocupação, Neide conta que estava depressiva.

“Fui usando a criatividade, produzi uma flor e construí um buquê lindo. Já sabia fazer artesanato, mas há algum tempo eu estava em casa com depressão e não trabalhava. Vi nesse projeto uma oportunidade de mudar de vida”, comemorou.

Desfile

O lançamento da marca ocorrerá no primeiro sábado de dezembro (5/12).  O evento ocorrerá respeitando os protocolos e medidas de segurança para o enfrentamento da Covid-19. Será em local aberto, arejado, obedecendo a distância mínima de dois metros entre as pessoas e com o uso obrigatório da máscara de proteção facial.

Quem quiser participar ou colaborar pode entrar em contato com a federação. A entidade está localizada na Avenida P1, chácara 160, lote 1, do Sol Nascente. Doações financeiras não são a única forma de ajudar. Diversos estilos de jeans e tecidos variados também são aproveitados.

Os interessados podem acessar a página do grupo no Facebook. Para mais informações, entre em contato pelo WhatsApp:  (61) 98482-9790 (Edilamar).

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