Delegados pressionam Rollemberg e cobram publicação de exonerações
Delegados protocolaram documento no Palácio do Buriti em que exigem a entrega dos cargos de chefia

Delegados voltaram a pressionar o Governo do Distrito Federal nesta terça-feira (13/9). Ao lado de outros funcionários da corporação, a categoria fez um ato em frente ao Palácio do Buriti e protocolou documento no qual exige a publicação, no Diário Oficial do DF (DODF), das exonerações dos cargos comissionados.
Em agosto, 85% dos postos de chefia foram deixados pelos servidores, como forma de fortalecer o movimento dos policiais, que cobram isonomia salarial em relação à Polícia Federal. Mas, até agora, as exonerações não foram publicadas no DODF. A cobrança também é feita nas redes sociais. “Governador Rollemberg, os policiais civis do DF não querem participar de um governo incompetente e que não respeita as instituições de Estado”, protestou o delegado Rodrigo Larizzatti, da 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria), no Facebook.Os policiais estão mobilizados desde 4 de julho, quando foi deflagrada a Operação Legalidade. Até o fim de agosto, segundo levantamento feito pelo Sindicato da Polícia Civil do DF (Sinpol), 50 mil depoimentos que dariam sustentação a pedidos de prisão deixaram de ser colhidos. Nas delegacias, os policiais foram instruídos pelo movimento a não fazer relatórios ou assinar boletins de ocorrência de outras forças de segurança.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEm função da Operação Legalidade, até mesmo os desdobramentos da Operação Hyde, que investiga a Máfia das Próteses no Distrito Federal, estão sendo prejudicados, segundo informações da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco).
Por meio da nota, o governo “reafirmou que está no limite de suas possibilidades financeiras, orçamentárias e de responsabilidade fiscal”. A última proposta apresentada pelo GDF, em 5 de setembro, previa aumento de 32,5% nos próximos cinco anos, divididos da seguinte forma: 7% em outubro de 2017; 7,5% em outubro de 2018; 8,5% em outubro de 2019; 5% em outubro de 2020; 4,5% em outubro de 2021. Os servidores da PCDF querem os mesmos 37% oferecidos pela União à Polícia Federal.



