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Nesta sexta-feira (9/9), a Polícia Civil poderá dar novos rumos à Operação Legalidade. Isso porque está marcada, para as 13h30, uma audiência no Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), com a presença do Ministério Público e do Governo do Distrito Federal (GDF). Segundo o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) e o Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo), durante a reunião, o GDF se comprometeu a apresentar uma nova proposta. Se isso não ocorrer, os servidores da PCDF devem aumentar a pressão sobre o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), incluindo o fechamento de delegacias.

“Nós esperamos que eles ofereçam algo que possa atender no mínimo o que buscamos: o mesmo salário da Polícia Federal dividido nos anos de 2017, 2018 e 2019. Menos do que isso, nós não aceitamos”, declarou Rafael Sampaio, presidente do Sindepo.

Após essa audiência, haverá uma assembleia dos servidores ligados ao Sinpol em frente ao Palácio do Buriti. Os sindicalistas do Sindepo também prometem se reunir à tarde. Caso a proposta do GDF seja rejeitada, poderão ser tomadas atitudes como o fechamento de delegacias no momento em que não houver delegados.

Os policiais estão mobilizados desde 4 de julho, quando foi deflagrada a Operação Legalidade. Até o fim de agosto, segundo levantamento feito pelo Sinpol, 50 mil depoimentos que dariam sustentação a pedidos de prisão deixaram de ser colhidos. Isso porque, nas delegacias, os policiais foram instruídos pelo movimento a não fazerem relatórios ou assinarem boletins de ocorrência de outras forças de segurança.

Durante a mobilização, até mesmo cargos de chefia foram entregues. Segundo o Sinpol, mais de 85% dos postos de chefia estão desocupados. Assim, muitas delegacias ficaram sem os responsáveis por determinar os encaminhamentos de investigações.

Em função da Operação Legalidade, até mesmo os desdobramentos da Operação Hyde, que investiga a Máfia das Próteses no Distrito Federal, estão sendo prejudicados, segundo informações da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco).

Por meio da nota, o governo “reafirmou que está no limite de suas possibilidades financeiras, orçamentárias e de responsabilidade fiscal”.

A última proposta apresentada pelo GDF, na segunda-feira (5/9), previa aumento de 32,5% nos próximos cinco anos, divididos da seguinte forma: 7% em outubro de 2017; 7,5% em outubro de 2018; 8,5% em outubro de 2019; 5% em outubro de 2020; 4,5% em outubro de 2021. Os servidores da PCDF querem os mesmos 37% oferecidos pelo governo federal à Polícia Federal.

 

 

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