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Policiais civis aumentam pressão para fechar delegacias do DF à noite

Se a decisão for acatada, somente ficarão abertas 24 horas as unidades que funcionarem como Central de Flagrantes. Medida faz parte da radicalização da categoria, que nesta segunda-feira (12/9) faz mobilização em frente ao Supremo Tribunal Federal

Larissa Rodrigues/Metrópoles
Larissa Rodrigues
Carlos Carone
 

Os policiais civis prometem radicalizar a Operação Legalidade a partir desta quarta-feira (14/9). A categoria garante que vai aumentar a pressão para que todas as delegacias do Distrito Federal que não funcionam como Central de Flagrantes (Ceflag) fechem a partir das 19h, de acordo com informações do sindicato que representa os servidores (Sinpol). Se confirmada a medida, as portas das unidades só serão abertas para atender ocorrências de flagrantes.

Segundo o presidente do Sinpol, Rodrigo Franco, apenas a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), a 5ª DP (Área Central), a 6ª DP (Paranoá), a 13ª DP, (Sobradinho), a 20ª DP (Gama), a 21ª DP (Taguatinga Sul), a 23ªDP (P Sul), a 29ª DP (Riacho Fundo) e a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA I) funcionam com Centrais de Flagrantes e contam com delegado e escrivão 24 horas por dia. “As outras delegacias do DF estão funcionando de maneira precária e não vamos deixar isso acontecer. As DPs que não contam com esses servidores não terão mais os agentes fazendo esse serviço”, afirmou o sindicalista.

Nesta terça-feira (12/9), os policiais civis fazem mais uma manifestação na Esplanada dos Ministérios para cobrar equiparação salarial com os federais. O ato é em frente ao Supremo Tribunal Federal Federal (STF), onde ocorre a posse da ministra Cármen Lúcia, nova presidente da Corte. O trânsito está complicado no local.

De acordo com o Sinpol, cerca de mil agentes participam do ato. Com apitos e faixas, eles aproveitam a posse para reivindicar o aumento salarial, já que na cerimônia estão presentes o presidente Michel Temer (PMDB) e o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Temer chegou ao local por volta das 15h20 e entrou pelo lado oposto da manifestação.

O ato começou às 14h, com a concentração no gramado em frente ao Congresso Nacional. Depois, os policiais desceram para o Supremo, onde cobram do governo federal o envio de projeto de lei que visa recompor as perdas salariais da PCDF. Segundo Rafael Sampaio, vice-presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil (Sindepo), os policiais do DF são a única categoria mantida pela União que não conseguiu firmar um acordo salarial desde que o governo federal abriu as negociações em 2015.

Impasse
Os policiais civis estão mobilizados desde 4 de julho. Em função da Operação Legalidade, até o fim de agosto, segundo levantamento do Sinpol, pelo menos 50 mil depoimentos que dariam sustentação a pedidos de prisão deixaram de ser colhidos. Isso porque, nas delegacias, os policiais foram instruídos pelo movimento a não fazerem relatórios ou assinarem boletins de ocorrência de outras forças de segurança.

No mês passado, agentes e delegados da PCDF assinaram um termo se recusando a assumir cargos de confiança. Os que já ocupavam funções, por sua vez, assinaram documento entregando os cargos. A última proposta apresentada pelo GDF, no  dia 5 de setembro, previa aumento de 32,5% nos próximos cinco anos, divididos da seguinte forma: 7% em outubro de 2017; 7,5% em outubro de 2018; 8,5% em outubro de 2019; 5% em outubro de 2020; 4,5% em outubro de 2021. Os servidores da PCDF querem os mesmos 37% oferecidos pela União à Polícia Federal.

 

 

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