Seis restaurantes comunitários do DF estão sem funcionar
GDF encontra dificuldades para manter unidades abertas. Reformas e abandono dos fornecedores são principais problemas
atualizado
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Fonte de alimentação de milhares de brasilienses, os Restaurantes Comunitários têm funcionado de forma precária. Na terça-feira (24), seis das 14 unidades do Distrito Federal encontravam-se fechadas. Algumas estão em obra e outras simplesmente tiveram o fornecimento de alimentos interrompido. O problema faz com que pelo menos 10 mil refeições deixem de ser vendidas diariamente.
A unidade de Santa Maria passa por reformas desde 31 de agosto e deve ser reaberta somente na primeira semana de dezembro. Os restaurantes do Paranoá, Brazlândia e Itapoã enfrentam entraves na reposição de comida. Os dois primeiros fecharam em 19 de setembro. O do Itapoã não abre desde 2 de outubro.Segundo a Secretaria Adjunta de Desenvolvimento Social (Sedestmidh), a empresa responsável por essas três unidades encerrou os contratos e a Pasta abriu licitação emergencial para firmar convênio com outra entidade. Se o processo transcorrer normalmente, os estabelecimentos devem ser reabertos em cerca de um mês.
Outros restaurantes também estão com atendimento prejudicado. Em Ceilândia e no Gama, a população não pode mais recorrer ao almoço social porque os alimentos sequer foram distribuídos. Segundo os gerentes dessas unidades, o problema é a falta de pagamento do governo.
“O GDF não está pagando, então, a empresa se recusou a distribuir as refeições”, disse um funcionário, que preferiu não se identificar. A reportagem tentou contato com a Cozisul, fornecedora das refeições nesses restaurantes, mas não localizou os proprietários.
O almoço nos Restaurantes Comunitários (RCs) custa R$ 1 para os inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) do GDF e pessoas que integram famílias com renda mensal de até R$ 2.811 (o equivalente a três salários mínimos) ou de até R$ 440 per capita. Pessoas que não se enquadram nesses perfis pagam R$ 2.
Problemas recorrentes
Não é a primeira vez que os restaurantes fecham por problemas estruturais ou desinteresse dos fornecedores, prejudicando a população do DF. Até o preço das refeições foi motivo de polêmica. Em 2015, o governo reajustou o valor da refeição de R$ 1 para R$ 3, mas depois recuou e manteve o preço antigo.
