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Considerado foragido até o começo da noite deste sábado (9/9), o policial militar da reserva José Arimatéia Costa, 58 anos, foi preso por colegas da própria corporação. Ele foi localizado no Gama e detido por integrantes Corregedoria da PMDF. De acordo com a PM, José Arimatéia teve o braço quebrado no dia do assassinato e vai passar por um procedimento cirúrgico, mas ficará sob custódia dos militares. Após a intervenção, ele será encaminhado à ala reservada a policiais no Complexo Penitenciário da Papuda.

Na noite de quinta-feira (7), José Arimatéia disparou dois tiros à queima-roupa contra seu vizinho Adilson Santana, 36, que morreu dentro de casa, em um condomínio de Samambaia. A confusão entre eles começou por volta das 18h, no feriado de Sete de Setembro. O militar da reserva enviou uma foto de uma sujeira em sua janela e acusou o vizinho de cima de ter cuspido no local, no momento em que escovava os dentes.

Exaltado, Adilson enviou mensagens de texto e áudios pelo WhatsApp negando as acusações, e disse que era para o militar resolver o problema pessoalmente. Minutos depois, José Arimatéia subiu até o apartamento de Adilson. Eles brigaram e o PM acabou levando um soco no rosto. Devido ao impacto, caiu no chão.

Após se levantar, Arimatéia teria sacado a arma e efetuado dois disparos. Um deles atingiu o peito da vítima, que foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu. A mulher de Adilson viu a briga e quase foi atingida. O casal tem uma filha de apenas três meses.

Confira parte da conversa entre os envolvidos:

 

Imagens
Logo após o crime, o militar da reserva fugiu do local. Imagens das câmeras da garagem do condomínio Portal do Sol, em Samambaia, onde os dois moravam, mostram que o assassino deixou o edifício cerca de 13 minutos depois do início da confusão. As imagens foram entregues à 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia), que investiga o crime.

Na madrugada de sexta (8), a Polícia Civil solicitou a prisão do policial, mas o pedido foi negado pelo plantão judiciário, que alegou não haver urgência na demanda e a enviou para o Tribunal do Júri de Samambaia. Já no fim da tarde de sexta, a prisão preventiva de José Arimatéia foi decretada.

 

Problemas de saúde
Em depoimento à Polícia Civil, a mulher do acusado, Elza Abadia, alegou que o marido está enfrentando graves problemas de saúde e, por isso, “andava muito estressado e se descontrolando facilmente”.

A Polícia Militar do DF informou que José Arimatéia se aposentou em 2015 por tempo de serviço. No entanto, no mesmo ano, foi constatado que ele tem uma “doença grave”, não revelada pela corporação.

 

 

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