Pedofilia: sobe para 14 número de vítimas que denunciaram falso pastor

Gilmar Oliveira dos Santos, que dizia ser um “anjo”, foi preso na segunda-feira, acusado de cometer abusos sexuais contra menores de idade

Polícia Civil/DivulgaçãoPolícia Civil/Divulgação

atualizado 19/06/2019 18:37

Chegou a 14 o número de vítimas adolescentes que acusam o falso pastor Gilmar Oliveira dos Santos (foto em destaque) de abuso sexual. O homem, de 36 anos, foi preso na última segunda-feira (17/06/2019) por agentes da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) durante cumprimento de mandado expedido pela Justiça.

De acordo com a delegada da 6ª DP, Jane Klébia, a unidade policial espera receber mais denúncias nos próximos dias. “Até agora foram 14 vítimas que nos procuraram, mas, por se tratar de menores de idade, os depoimentos são mais demorados e requerem todo um procedimento. A partir das oitivas, iremos buscar outras vítimas, sabemos que pode ter mais”, explicou.

Investigadores da 6ª DP iniciaram as buscas para obter informações sobre o caso no início de junho, após denúncia anônima do pastor da igreja da qual ele dizia fazer parte. O religioso desconfiou do comportamento de Gilmar, que levava menores de 18 anos para “orar e cantar” em sua casa. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o acusado de pedofilia cometia os crimes contra meninas e meninos.

Gilmar se apresentava como “anjo Eric” e “pai” para conseguir a confiança das vítimas e de seus familiares e, assim, supostamente cometer abusos sexuais contra crianças e adolescentes. Aos policiais civis, o homem alegou que recebia “ordem de anjos para praticar os abusos”. Para cometer o crime, o suspeito “dava dinheiro, presentes, lanches e oferecia videogames aos meninos”, conforme informado pela corporação.

Mutilação

De acordo com as investigações, as adolescentes abusadas por Gilmar passaram a mutilar os próprios corpos, cortando-os com gilete. Uma delas escreveu: “A culpa é do Gilmar” na própria coxa. Outra redigiu uma carta de despedida com a intenção de cometer suicídio por causa dos abusos sofridos.

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