PCDF prende oficial do Exército e servidor do CNJ em ação contra pedofilia

Foram cumpridos, ao todo, nove mandados de busca e apreensão, com cinco flagrantes

Operação contra pedofilia no DFRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 24/07/2020 12:21

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro), deflagrou, na manhã desta sexta-feira (24/7), a segunda fase da Operação Infância Violada, que tem como alvo o combate à pedofilia na capital federal. Cinco pessoas foram presas, acusadas de armazenar conteúdos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes. Segundo o Metrópoles apurou, entre os detidos, estão um oficial do Exército e um servidor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Foram cumpridos, ao todo, nove mandados de busca e apreensão, com cinco flagrantes, ocorridos na Asa Norte, na Vila Planalto, em Águas Claras, no Gama e em Santa Maria. A ação não tem relação com a prisão do pedófilo do DF detido nessa quarta-feira (22/7), no Maranhão.

Um dos mandados expedidos tem como alvo um militar, oficial do Exército Brasileiro, morador da Asa Norte. Ele é suspeito de armazenar e compartilhar vídeos e fotos de crianças em situação de vulnerabilidade sexual. Outro agente público seria servidor do CNJ. Este, é acusado de fazer downloads de conteúdos semelhantes, mas não repassava adiante.

Por meio de nota, o CNJ disse que “desconhece os fatos”. Segundo o conselho, “tão logo informado pelas autoridades competentes, o CNJ irá tomar as medidas funcionais cabíveis”.

O Metrópoles entrou em contato, também, com o Exército Brasileiro. A entidade busca informações com os órgãos encarregados a fim de obter respostas sobre a prisão do oficial.

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De acordo com Ricardo Viana, delegado à frente da ocorrência, explica que a Polícia Civil investiga os supostos pedófilos há quatro meses. “Temos equipe de perícia junto com agentes nas residências para averiguar os flagrantes, como vídeos e fotos”, detalhou.

Viana explica que a PCDF chegou aos suspeitos após o rastreamento de IPs utilizados para fazer download dos conteúdos ilegais. “Muitas pessoas emprestam a senha da internet para um vizinho. Às vezes, chegamos até o local e não encontramos  nada, mas a pessoa estava utilizando aquela rede para baixar arquivo de pedofilia”, explica o delegado.

Até a última atualização desta matéria, os investigadores da PCDF ouviam as pessoas presas na operação.

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