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De acordo com as investigações da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), a estudante de antropologia da Universidade de Brasília (UnB) espancada por sete pessoas na madrugada de sexta-feira (2/11), enquanto andava de mãos dadas com a namorada, não foi vítima de homofobia. Na semana do crime, o Departamento de Antropologia da UnB chegou a divulgar uma nota de repúdio.

Segundo o delegado-chefe da 2ª DP, Laércio Rossetto, o grupo tem um perfil violento, estava cometendo um arrastão no local e outras vítimas foram identificadas. Na última semana, a Administração Superior da UnB também condenou o que classificou de “intolerância”. Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso.

O crime ocorreu na saída do evento HH da Resistência, promovido pela Faculdade de Direito em comemoração ao encerramento da XXII Semana Jurídica. Mesma festa em que Renan Barbosa, 19 anos, foi assassinado a tiros.

Bebidas suspensas
Após reunião da reitoria com os Centros Acadêmicos (CAs) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE), a UnB decidiu suspender autorizações para a realização de festas com bebidas alcoólicas nas dependências da instituição. O documento foi assinado nessa terça-feira (6) e a medida vale até nova deliberação do Conselho Universitário (Consuni) sobre o assunto.

“Depois de conversas, ficou pactuado que é necessário rever a realização de eventos nos campi”, diz um trecho da nota enviada pela universidade ao Metrópoles.