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Uma estudante de antropologia da Universidade de Brasília (UnB) foi espancada na madrugada de sexta-feira (2/11), na mesma festa em que Renan Barbosa, 19 anos, foi assassinado a tiros. Segundo uma nota de repúdio publicada na página do Facebook do Departamento de Antropologia da UnB, a jovem foi agredida por sete rapazes enquanto andava de mãos dadas com sua namorada.

O crime ocorreu na saída do evento HH da Resistência, promovido pela Faculdade de Direito em comemoração ao encerramento da XXII Semana Jurídica.

Veja a nota de repúdio: 

 

A diretora do Departamento de Antropologia da UnB, professora Cristina Patriota, lamentou o episódio. “É inaceitável que esse tipo de violência ocorra contra qualquer ser humano. Essas pessoas têm de ser identificadas e punidas.”

UnB não foi notificada
Em nota, a Administração Superior da UnB informou não ter sido notificada formalmente da agressão à estudante, mas condenou o que classificou de “intolerância”. “A Administração lamenta profundamente o ocorrido e se coloca à disposição para prestar apoio às vítimas. Repudiamos quaisquer atos de violência e intolerância e reiteramos nosso compromisso com a defesa da paz e dos direitos humanos”.

“Troca de olhares”
Como o Metrópoles mostrou nesta segunda-feira (5), o assassinato de Renan Barbosa, ocorrido no estacionamento da UnB, foi provocado por um desentendimento entre a vítima e um dos acusados do crime. De acordo com o delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Laércio Rosseto, os dois trocaram olhares e ameaças, durante a festa, para saber quem era o mais “machão”. Os jovens não se conheciam.

Os quatro suspeitos de participarem do homicídio foram presos e passaram por audiência de custódia no sábado (3). Eles ficarão detidos por tempo indeterminado. Todos, incluindo Renan, já tinham passagem pela polícia.