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Segurança

Militar surta, faz mulher refém, dá tiros e acaba morto na Asa Norte

De acordo com as polícias Militar e Civil, o tenente aposentado da PMDF teria disparado contra o Bope, que reagiu e acabou acertando o homem

14/05/2020 00:35, atualizado 14/05/2020 10:56
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Um morador da Asa Norte que teria entrado em surto psicótico, feito a mulher refém e disparado tiros no Bloco D da 111 Norte, na noite dessa quarta-feira (13/05), acabou sendo morto, na madrugada desta quinta (14/05), pelo grupo tático do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Segundo o major da Polícia Militar do DF Lúcio Flávio, a equipe agiu em “legítima defesa”.

O homem era tenente da reserva da própria corporação. Ele tinha 69 anos e morava no imóvel com a mulher. Segundo vizinhos, ela é a síndica do prédio.

Ao menos quatro tiros teriam sido disparados dentro do apartamento, que fica no primeiro andar, na noite dessa quarta-feira (13/05). Não se sabe o motivo nem se a mulher estava no imóvel no momento.

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O caso assustou moradores da quadra
Viaturas foram mobilizadas
A confusão movimentou a quadra na madrugada dessa quinta-feira (14/05)
PMs e bombeiros no Bloco D da 111 Norte
A movimentação foi intensa ao longo da madrugada
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O caso assustou moradores da quadra
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Viaturas foram mobilizadas

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Contudo, momentos após os tiros, ela foi vista do lado de fora do edifício, ao lado de policiais militares, que foram acionados para atender a ocorrência.

Depois de horas de tentativa de negociação, o homem acabou sendo morto por uma equipe de apoio. Havia suspeita de que o militar teria atentado contra a própria vida, mas esta informação foi desmentida pelas autoridades policiais na madrugada desta quinta-feira (14/05).

Segundo o delegado-chefe da 2ª DP (Asa Norte), Laércio Rossetto, o homem foi morto por militares do Bope, que reagiram aos disparos efetuados pelo militar da reserva.

“Havia o negociador no apartamento no momento dos disparos. Ele disse que não ia se entregar e disparou contra os militares do Bope e a guarnição que prestava apoio tive que reagir, o atingindo”, explicou o policial civil.

De acordo com o delegado, o militar portava duas armas, sendo um revólver e uma pistola. “O objetivo era resolver na negociação, mas em razão dessa conduta agressiva do autor, que disparou contra a equipe de negociadores, foi preciso revidar”, reforçou o major Lúcio Flávio.

No momento da confusão, moradores do prédio desceram, por orientação da PM, mas pouco depois retornaram às residências.

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) prestou apoio à operação.