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Uma mulher foi assassinada pelo próprio filho, de 33 anos, na manhã desta quinta-feira (22/2), na QS 6 do Riacho Fundo 2. Isabel Lino de Souza, 60, morreu espancada com o guidão de uma bicicleta. Testemunhas relataram que Fernando Lino de Souza bateu cinco vezes na cabeça da mãe, que não resistiu e faleceu dentro da casa da família. Segundo os depoimentos, antes de agredi-la, ela a amarrou e a amordaçou.

De acordo com Polícia Militar, o filho permaneceu no local e foi preso em flagrante. A PM informou ainda que já havia atendido vários chamados de violência doméstica no endereço.

Vizinha da família, a enfermeira Letíce Spíndola, 38, prestou os primeiros socorros à vítima. Ela contou que quando chegou ao local, a mulher já havia levado três golpes. “Ajudei ela a se sentar e, na minha frente, ele a atingiu mais duas vezes”, disse ao Metrópoles. “Verifiquei os sinais vitais. Ela ainda deu alguns suspiros, mas não resistiu”, afirmou, em estado de choque.

A enfermeira disse, ainda, que o homem pediu a ela para entrar em contato com a polícia. “Mandei ele manter distância para eu poder sair. Foi horrível”, recordou.

O filho foi levado para a 27ª Delegacia de Polícia. A PMDF informou que ele estava transtornado, mas não resistiu à prisão. Ao ser questionado, teria culpado a mãe por ter começado a briga e disse que as discussões por assuntos diversos eram constantes na casa.

Ainda segundo a PMDF, o homem tem diversas passagens, sendo uma tentativa de homicídio, em 2012.

Vizinhos contaram à reportagem que mãe e filho moravam há dois ano na casa. “Ele já foi internado e nós ficávamos com medo. Achávamos que ele iria matar a mãe. Infelizmente, aconteceu. A Isabel frequentava minha casa. Pessoa que, apesar dos problemas mentais, demonstrava amizade e não era agressiva. A única preocupação dela era o filho”, lamentou Áurea do Nascimento Alves, 54.

Uma das irmãs da mulher, que pediu para não ter o nome divulgado, disse que o sobrinho usava drogas. “A mãe protegia muito ele: Já tinha sido preso por agredir um idoso em Taguatinga, onde eles moravam antes. Sempre tentávamos aconselhar, mas ele era muito difícil”. De acordo com ela, a vítima tem outro filho que mora em Palmas (TO).

Segundo vizinhos, a mãe era aposentada do INSS e ambos deveriam tomar medicação diariamente. “Ela parou por conta própria”, afirmou a irmã.