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O jovem João Paulo Rosa, 18 anos, preso nessa segunda-feira (30/5) por ser suspeito de matar o próprio filho, um bebê de nove meses, confessou o crime em depoimento à Polícia Civil. O caso, que ocorreu na cidade paulista de São Roque, no último sábado (28/5), começou a ser investigado depois que a criança deu entrada na Santa Casa da cidade com hematomas pelo corpo e sangramento pela boca.

O crime teria sido motivado pelo choro constante da criança durante a madrugada. “A gente colocou ele no meio de nós para dormir, mas ele não quis. Fui na cozinha e ele começou a gritar mais. Peguei e ‘nanei’ ele, até dormir. Fizemos isso de três a quatro vezes”, descreveu calmamente o pai aos investigadores. “Daí, peguei ele com raiva, joguei no carrinho e chacoalhei com força, aí ele parou de chorar”, afirmou. Segundo informações do site G1, as agressões aconteceram dentro de casa, no bairro Taboão.

Ele e a mãe da criança, uma jovem de apenas 16 anos, só perceberam que o bebê não estava bem no dia seguinte. “Quando acordamos, a gente viu. Ela [a mãe] ficou desesperada andando de um lado para o outro. Coloquei na cama e tentei fazer massagem cardíaca e respiração boca a boca, como via nos filmes, mas já senti gosto de sangue”, detalhou. Foi então que o casal levou a criança até o hospital, onde foi constatado o óbito.

O rapaz confessou ainda que essa não foi a primeira vez que agrediu o filho e que, horas antes do incidente, havia usado maconha com a esposa, mas longe do bebê.

“Estou muito arrependido do que fiz. Não devia ter feito com grosseria. Devia ter tido a calma que tive antes do acontecido. Não é para estourar com uma criança. Eu não consigo aceitar o que aconteceu”, disse.

De acordo com a polícia, a mãe da criança havia registrado um boletim de ocorrência acusando o companheiro de ameaçá-la de morte no começo deste mês. Em depoimento sobre o caso, ela afirmou que não saberia dizer o que aconteceu, já que estaria dormindo. A adolescente foi apreendida por omissão de socorro e encaminhada para a Fundação Casa, onde ficará por no mínimo 45 dias.

João Paulo deve responder por homicídio qualificado, com os agravantes de motivo fútil e o fato de ter parentesco com a vítima. O corpo do bebê foi velado e enterrado no Cemitério da Paz, em São Roque.