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Em maio, aumentou o número de pessoas assassinadas no Distrito Federal. Foram 38 mortos, contra 31 no mesmo período do ano passado. De acordo com o balanço divulgado nesta sexta-feira (8/6) pela Secretaria de Segurança Pública, 42 perderam a vida em crimes graves, como homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, ou 13,5% a mais do que o mesmo mês de 2017.

Um dos casos que mais chamou a atenção dos brasilienses foi o de menina assassinada em Ceilândia. A vítima é Maria Eduarda Rodrigues de Amorim (foto em destaque), 5 anos, baleada no quintal de casa, quando ia pegar milho de pipoca para a tia, no dia 21 de maio.

A garotinha completaria seis anos em agosto e morava com a família nos fundos da residência da avó, na QNO 18, Conjunto 36, em Ceilândia. O irmão dela entrava no quintal quando dois homens chegaram em um Voyage preto e fizeram vários disparos. O rapaz sobreviveu.

Maria Eduarda levou três tiros – na cabeça, no tórax e na nádega. Ao ser atingida, caiu no corredor da casa. Foi levada por parentes ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), mas chegou à unidade de saúde sem os sinais vitais. Os autores eram adolescentes e o motivo seria a guerra de gangues na região. Os envolvidos foram apreendidos semanas depois pela Polícia Civil.

A menina está entre os 39% de vítimas mortas em maio e que não tinham antecedentes criminais. Sete em cada 10 assassinos possuem passagem pela polícia. “Dos 38 assassinatos ocorridos em maio, metade está com autores presos ou identificados”, disse o diretor-geral da Polícia Civil do DF, Eric Seba.

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No dia 29 de maio, três menores foram apreendidos e são suspeitos de participação na morte de Maria Eduarda. A Polícia Civil do Distrito Federal disse que o trio estava no carro usado no crime.

Nos cinco primeiros meses do ano ano, 200 pessoas foram assassinadas em todo o Distrito Federal. No balanço da Secretaria de Segurança, em maio, foram 35.172 crimes registrados. O número de estupros caiu de 71 para 34 no período analisado. Em 62% dos casos, as vítimas conheciam os autores.

O número de mortes em pleno Maio Amarelo aumentou no trânsito da capital do país. Neste mês, 26 pessoas perderam a vida nas pistas do DF, contra 17 do mesmo período do ano passado.

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