Secretaria de Saúde se manifesta sobre paciente com fungo no pé

A paciente aguarda há mais de 400 dias uma consulta e uma cirurgia de amputação pelo SUS

atualizado

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1 de 1 Mulher pé fungo - Foto: Material cedido ao Metrópoles

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) se manifestou, por meio de nota nesta terça-feira (24/2), sobre o caso da paciente Maria Aparecida, de 52 anos, que sofre há mais de 27 anos com um fungo no pé direito e aguarda, há pouco mais de 400 dias, uma consulta e uma cirurgia de urgência de amputação no Sistema Único de Saúde (SUS).

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Em nota, a pasta informou que consultas, exames e cirurgias são reguladas de acordo com a classificação de risco e a data de inserção da solicitação no sistema. Os casos mais graves são priorizados.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a paciente em questão encontra-se regulada, no entanto, com a evolução da doença conforme relatado, a orientação é que ela retorne ao médico para um nova avaliação.


Entenda o caso:

  • Dona Maria Aparecida, de 52 anos, residente de Águas Lindas de Goiás, é a vítima que ainda espera por um milagre. Segundo familiares, ela adquiriu a infecção fúngica, conhecida como micetoma eumicótico, há 30 anos, em 1996, por uma pequena ferida no membro inferior.
  • Esse fungo, de acordo com os médicos, tende a atingir agricultores e trabalhadores rurais em solos contaminados por esses microrganismos. Na época, ela morava em uma área rural de Alexânia (GO).
  • A filha de Maria, Denise Dutra, contou ao Metrópoles que, no início, a doença começou como um “caroço” pequeno e, com a demora para diagnosticar, foi crescendo e inchando, até um ponto em que os remédios antifúngicos receitados pelos médicos não estavam surtindo mais efeito.
  • A paciente procurou atendimento tanto no sistema de saúde de Goiás quanto no do Distrito Federal. Atualmente, ela faz o acompanhamento médico no Hospital Universitário de Brasília (HUB).
  • De mãos atadas, a resposta que a família recebeu da equipe médica foi que Maria precisaria amputar o pé.
  • O problema é que o tempo de espera para uma consulta e cirurgia no SUS já soma o número de 405 dias, e Maria está no 31º lugar. A aposentada deu entrada na fila em 13 de janeiro de 2025.

O Hospital Universitário de Brasília (HUB) também se posicionou. Em nota, a unidade afirmou que a paciente foi regulada para atendimento em consulta de ortopedia, em junho de 2024.

De acordo com a unidade, o HUB não possui especialidade na cirurgia indicada e, por isso, a paciente foi encaminhada à rede pública de saúde do DF.

 

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