Secretaria de Saúde investiga três casos suspeitos de sarampo no DF

De acordo com a pasta, ocorrências são de brasilienses que viajaram para São Paulo ou fizeram contato com pessoas daquele estado

Marcelo Camargo/Agência BrasilMarcelo Camargo/Agência Brasil

atualizado 13/08/2019 18:56

Três casos suspeitos de sarampo no Distrito Federal estão sendo investigados pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde. Outras dois registros foram descartados nesta terça-feira (13/08/2019). De acordo com a pasta, todas as ocorrências sob investigação são de moradores do DF que, em algum momento, viajaram para São Paulo ou fizeram contato com pessoas daquele estado, que está com surto da doença.

“Agora que dois foram descartados, temos trabalhado para averiguar os outros três, ainda em investigação. Há casos em que as respostas podem ser mais rápidas, outros em que podem demorar, a depender da necessidade de mais coletas e da logística com outros laboratórios, caso precise”, destacou a gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar, Renata Brandão.

A resposta pode sair entre sete e 60 dias, a depender do resultado inicial. Em caso positivo, uma nova amostra é enviada a um laboratório de referência do Ministério da Saúde.

O ressurgimento do sarampo no Brasil fez a vigilância à doença aumentar no Distrito Federal. Até o momento, nenhum caso foi confirmado em território brasiliense. O vírus está se alastrando pelo país. Depois de São Paulo, Rio e Bahia, é a vez de o Paraná registrar a doença. O Ministério da Saúde contabilizou em menos de três meses 1.226 casos da infecção, entre 12 de maio e 3 de agosto – no ano, o total chega a 1.322, sendo 1.220 em São Paulo. Há, ainda, 6.678 episódios em investigação.

Segundo Renata Brandão, o sarampo é uma doença contagiosa, de alta transmissibilidade. Pode alcançar adultos e crianças, com risco de complicações graves e até de evolução para óbito, reforça a gerente.

Sintomas

É suspeito de ter sarampo todo indivíduo que apresenta febre e manchas avermelhadas pelo corpo acompanhadas de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independentemente da idade e da situação vacinal.

Se a pessoa possuir esses sintomas, deve procurar a unidade de saúde mais próxima e informar ao profissional sobre eles e/ou se teve contato com algum caso suspeito. Devido à doença ser altamente contagiosa – estima-se que uma pessoa doente transmita o vírus para outras 18 –, recomenda-se que os pacientes com suspeita evitem deslocamentos desnecessários.

Se for identificado algum viajante com os sintomas da doença, é necessário reportar o caso ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do DF (Cievs). Os contatos são feitos pelo e-mail cievsdf@gmail.com ou pelos telefones (61) 99221-9439 ou (61) 2017-1145, ramal 8323.

Aeroporto

A Secretaria de Saúde montou uma sala de vacinas dentro do Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek, para imunizar funcionários do local, além de taxistas e motoristas de aplicativo. A sala de vacinas funcionará até esta sexta-feira (16/08/2019) e pretende imunizar cerca de 10 mil pessoas.

“A secretaria teve essa preocupação porque o aeroporto de Brasília é ponto de conexão de muitos voos, principalmente de São Paulo, onde há muitos casos de sarampo. Como os prestadores de serviço do aeroporto são nosso público, do DF, resolvemos fazer essa ação com eles, que são os primeiros a ter contato com os passageiros que chegam”, explica a chefe da Rede de Frio da Secretaria de Saúde, Tereza Luisa Souza.

Ela completa, ainda, que a pasta se programa para ações semelhantes na rodoviária interestadual e na rede hoteleira, mas ainda sem data definida.

Funcionário de uma das lojas do aeroporto, David Pereira Duarte, 20 anos, tomou a tríplice viral, que protege contra o sarampo, e também a dose contra o vírus influenza. “Aqui é um local aberto para todas as pessoas. É importante estar protegido, ainda mais com esse serviço no local de trabalho, onde estou todos os dias”, diz ele, que daqui a 30 dias terá de ir a uma unidade básica de saúde para tomar a segunda dose da tríplice.

Nessa segunda-feira (12/08/2019), primeiro dia do serviço, 1,5 mil doses foram disponibilizadas. “As vacinas são trazidas diariamente, em caixas térmicas. Vamos sentir a demanda neste primeiro dia e, com isso, ir definindo a quantidade para os outros dias”, diz ela. Somente no período da manhã, 200 pessoas já tinham sido vacinadas.

Para o coordenador substituto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Aeroporto de Brasília, Geraldo Marques, a ação da Secretaria de Saúde é de extrema importância para evitar a doença. “Nosso trabalho é monitorar os viajantes com relação às doenças. Quando nos deparamos com um caso, por exemplo, de sarampo, já fazemos o rastreamento para evitar que a doença se espalhe. Fazer a imunização de quem tem este contato direto com passageiros é uma ótima estratégia”, observa.

O fiscal de pátio Alaindelon Sousa também aprovou a iniciativa. “As salas de vacina funcionam no meu horário de trabalho e, se não fosse esse serviço aqui, certeza, eu não seria imunizado. Então, é muito importante o que eles estão fazendo aqui”, destaca.

Além de fazer as imunizações, a equipe da Saúde orienta as pessoas a atualizarem os cartões de vacina nas unidades básicas de saúde. “Aqui, só estamos aplicando influenza e tríplice viral. E somente em colaboradores do aeroporto. Por isso, é importante que tragam o crachá, além de documentos pessoais”, orienta Tereza.

O espaço da sala de vacina, além de todo o suporte para o atendimento, é uma parceria com a Inframerica. A Secretaria de Saúde conta, ainda, com apoio da Anvisa para realizar a ação. (Com informações da Secretaria de Saúde e Agência Brasília)

Últimas notícias