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Saúde

Recém-nascida precisa de leito de UTI para realizar cirurgia no DF

Mesmo com determinação judicial, a pequena Alice, que tem hidrocefalia, aguarda há mais de um mês por leito neonatal no HBDF

13/12/2016 16:05, atualizado 14/12/2016 10:58
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Renato Araújo/Agência Brasília
Recém-nascida precisa de leito de UTI para realizar cirurgia no DF

Alice Lopes da Rocha tem apenas 1 mês e 4 dias de nascida e já trava sua primeira batalha. Neste caso, pela vida. A recém-nascida, que tem hidrocefalia, está internada no Hospital Regional de Sobradinho e necessita urgentemente de um leito de UTI Neonatal para fazer uma cirurgia que irá drenar uma quantidade de água alojada em seu cérebro.

A menina está internada no Hospital de Sobradinho desde 10 de novembro. Portanto, aguarda pela cirurgia desde que nasceu. O vigilante Francisco Edílson Cabral Lopes, 53 anos, é pai da pequena Alice e está desesperado.

Ele diz já ter entrado na Justiça por quatro vezes, e em todas elas obteve determinação para conseguir um leito no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a maior unidade de saúde da capital do país. Porém, foi ao local e teve o pedido negado, sob alegação de que não existem vagas disponíveis.

“Me sinto impotente. Pago meus impostos em dia e agora que preciso não consigo uma UTI para minha filha. Ela necessita fazer a cirurgia com urgência. Quanto mais o tempo passa, mais a situação se agrava”, desabafou o vigilante.

O outro lado
Em nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal respondeu que “a criança está inserida na regulação de leitos, que tem feito buscas ativas para que ela seja transferida o mais breve possível. Até o momento, não há vaga disponível.”

A pasta disse ainda que “a criança recebe toda a assistência necessária para que seu quadro clínico se mantenha estável até que a transferência para leito de terapia intensiva seja possível.”

O caso de Alice não é o único da rede pública de saúde. Somente este ano, pelo menos 706 pessoas recorreram à Defensoria Pública do Distrito Federal para tentar o acesso a uma UTI. Entre elas, 560 casos se transformaram em ações judiciais.