Pais que precisaram consultar os filhos no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) na terça-feira de carnaval (28/2) tiveram uma surpresa nada agradável. Não havia pediatras na unidade de saúde. Com a falta de profissionais, pacientes que chegavam em estado grave eram levados a outros centros clínicos.

Uma funcionária comissionada da Secretaria de Saúde, que pediu para não ter o nome divulgado por medo de retaliação, levou o filho de 7 anos que estava com uma crise de asma ao HRC. A família chegou ao local às 10h, e logo recebeu a informação de que nenhum pediatra teria sido escalado para o hospital.

“A crise do meu pequeno é forte. E se ele não conseguir esperar até amanhã? Enquanto o governo gasta dinheiro com o carnaval, a gente fica sem o mínimo que é garantido pela constituição”, lamentou.

Uma funcionária do HRC ainda teria dito à servidora que uma criança foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em estado gravíssimo de saúde ao hospital. No entanto, por causa da falta de especialistas, o menino precisou ser transportado para outra unidade.

Em nota, a Secretaria de Saúde contestou a informação da paciente. Segundo a pasta, “não houve suspensão de atendimento pediátrico no HRC”. O órgão explicou que, por causa da falta de pediatras em toda a rede pública, há dificuldade para fechar escalas de plantão.

Nesta terça-feira (28), de acordo com a secretaria, apenas um pediatra estava atendendo as crianças internadas na enfermaria e nos leitos de observação do pronto-socorro infantil da unidade. Por conta desse quadro, o atendimento de porta na emergência ficou restrito aos casos graves.