Pacientes reclamam que os médicos lotados no Centro de Saúde nº 9, no Setor P Sul, foram transferidos e o atendimento na unidade está precário. Segundo relatos de quem procurou o local, além da falta de profissionais, não há medicamentos, como insulina, e o telefone está cortado, impossibilitando o contato.

“O que está ocorrendo no posto de saúde é uma vergonha. Os funcionários não podem se manifestar publicamente, mas contam para os pacientes na esperança de que denunciemos a situação. Não há médicos para atender a população. Os dois que trabalhavam no Posto de Saúde n° 9 foram transferidos para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia Sul”, reclamou o comerciante Juarismar Pereira de Araújo, 56 anos, que buscou atendimento no P Sul, mas não conseguiu.

Juarismar afirmou ainda que as consultas marcadas para dezembro estão sendo transferidas para março, por falta de profissionais que possam realizar os atendimentos.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde negou problemas em relação aos trabalhadores e disse que “os médicos continuam atendendo na unidade”. Segundo a pasta, “desde novembro, em cumprimento à Portaria 231, os profissionais cumprem 30% da carga horária na UPA de Ceilândia e no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). O percentual equivale a 10 horas semanais. A maior parte da carga horária, que é de 70%, continua sendo prestada na unidade básica de saúde”.

Em relação à falta de material, a secretaria informou que “a rede foi reabastecida no fim de novembro, com medicamentos e insumos para diabéticos e com todos os tipos de insulina. As seringas descartáveis já estão disponíveis e a fita reagente para verificação da glicemia está com estoque regularizado desde o dia 18. Algumas unidades podem apresentar falta pontual de algum item, que são repostos à medida que as próprias unidades fazem a solicitação na Farmácia Central.”