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Saúde

Agora, sobram vagas para mamografia no DF, diz secretário de Saúde

Dos 14 mamógrafos existentes na rede pública do DF, 11 estão funcionando. Fila de 11 mil mulheres à espera do exame acabou, segundo o GDF

18/07/2017 12:33
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Edson Lopes Jr/Fotos Públicas
Agora, sobram vagas para mamografia no DF, diz secretário de Saúde

As brasilienses que precisam de exames de mamografia da rede pública do DF podem agendar seus exames. A garantia de atendimento é do secretário de Saúde, Humberto Fonseca, que informou nesta terça-feira (18/7) ter zerado a fila de 11 mil pedidos. O feito foi possível, segundo ele, graças ao conserto e à manutenção dos equipamentos. Dos 14 mamógrafos existentes na rede, 11 estão funcionando. No mês passado, o GDF também foi autorizado a recorrer a clínicas particulares para que as pacientes pudessem fazer o exame.

Agora, de acordo com o secretário, está sobrando vaga para o exame. A capacidade de atendimento é de 5,4 mil, mas, por falta de procura, apenas cerca de 2 mil mulheres por mês fazem o exame. Em outubro do ano passado, quando apenas um mamógrafo estava em funcionamento, 11 mil mulheres aguardavam para fazer o exame.

De acordo com o secretário, o fim da espera só foi possível com a contratação da manutenção dos mamógrafos em novembro de 2016 e com a nomeação de 16 técnicos de radiologia no início deste ano.

Com o fim da fila, o tempo de espera entre o pedido médico e a confirmação do exame é de 10 dias. A mamografia pode ser feita no Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib) e nos hospitais regionais de Ceilândia, do Gama, do Paranoá, de Samambaia, de Santa Maria, de Sobradinho e de Taguatinga. Ainda de acordo com a pasta, há uma licitação aberta para a compra de cinco novos equipamentos.

Em setembro do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação na Justiça pedindo para que o Governo do Distrito Federal zerasse a fila de espera para mamografias em até 180 dias. À época, o órgão também solicitou que o governo terminasse em 45 dias o processo de contratação da empresa que faria a manutenção dos mamógrafos estragados. No entanto, no mês passado, a Justiça Federal negou o pedido do MPF.

O rápido diagnóstico e o tratamento imediato são imprescindíveis para aumentar em 90% as chances de cura do câncer de mama.