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Distrito Federal

Saúde apura extubação de bebê e avalia romper com transportadora

O contrato com a empresa responsável pelo transporte pode ser rescindido se ficar comprovado que a extubação acidental aconteceu no trajeto

16/07/2026 17:00, atualizado 16/07/2026 17:04
Material cedido ao Metrópoles
Bebê Maria Vitória de Sousa Machado

O secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Lacerda, afirmou, em entrevista coletiva, que a pasta apura de maneira rigorosa o caso da bebê, de 5 meses, que morreu após uma extubação acidental, durante a transferência entre o Hospital Regional de Planaltina (HRP) e o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) em 6 de julho.

“Temos um relato de extubação acidental durante o transporte. Isso está sendo apurado de maneira rigorosa por nossa equipe”, disse.

Segundo o titular da pasta, o transporte sanitário é um serviço terceirizado na rede pública. De acordo com Juracy, caso fique confirmado que extubação acidental realmente aconteceu durante o transporte, o contrato com a empresa será rescindido.

“Caso realmente se concretize a suspeita de extubação desse paciente no trajeto, nós já estamos tomando as devidas providências para uma possível rescisão do contrato da empresa”, afirmou.

Ainda segundo Lacerda, está em apuração se extubação aconteceu na transferência do leito, durante o transporte ou na retirada da ambulância para o HCB (Hospital da Criança de Brasília José Alencar). “Nós não podemos concluir ainda essa informação porque está em apuração”, complementou.

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Entenda o caso

Segundo a família de Maria Vitória de Sousa Machado, a bebê, de 5 meses, morreu após ser acidentalmente extubada durante uma transferência entre os hospitais da rede pública.

O Metrópoles teve acesso ao prontuário de atendimento médico que confirma a versão da família de que a bebê morreu após ser “acidentalmente extubada”.

O documento aponta que, após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante os procedimentos de estabilização, a bebê precisou ser reanimada, intubada e colocada em suporte de terapia intensiva.

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A família conseguiu um leito no Hospital da Criança e, durante essa transferência de leito, a bebê foi a óbito. Enquanto a mãe preenchia a ficha da menina, a paciente teria sido “extubada”, o que levou ao óbito imediato.

“A mãe da criança falou para mim que Maria Vitória estava na ambulância normal, com vida. Quando ela saiu de perto da criança para fazer a ficha no Hospital da Criança, o médico já falou: ‘Vamos levar de volta para Planaltina, porque a bebê morreu’”, relembra a tia da menina, Clau Alves.

“Intercorrência durante a transferência”

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) explicou que a criança recebeu assistência durante os dois meses em que permaneceu internada no Hospital Regional de Planaltina (HRPL), sendo submetida aos cuidados e ao acompanhamento da equipe e morreu após uma “intercorrência“.

“Diante da necessidade de atendimento em unidade de maior complexidade, foi solicitada a regulação e realizada a transferência conforme os fluxos assistenciais estabelecidos. Durante a transferência para o Hospital da Criança, houve uma intercorrência”, disse a pasta.

A pasta ressaltou que as circunstâncias relacionadas ao desfecho do caso estão sendo apuradas.