Rodoviários do DF fazem paralisação após atraso no adiantamento de salários

Ao todo, 464 ônibus deixaram de circular nas regiões de Samambaia, Recanto das Emas, Taguatinga, Park Way, Ceilândia, Guará e Águas Claras

atualizado 21/10/2020 9:35

parada de ônibusFoto: Myke Sena/ Especial para o Metrópoles

Rodoviários da empresa Marechal pararam as atividades na manhã desta quarta-feira (21/10). Motoristas e cobradores cruzaram os braços como forma de protesto devido ao atraso no adiantamento dos salários. Ao todo, 464 ônibus deixaram de circular, atingindo o fluxo de transporte coletivo nas regiões de Samambaia, Recanto das Emas, Taguatinga, Park Way, Ceilândia, Guará, Águas Claras e Vicente Pires.

O protesto atinge cerca de 2 mil trabalhadores da empresa e deixa 70 mil passageiros sem transporte. Com a paralisação, paradas de ônibus estão lotadas em algumas cidades. De acordo com a Marechal, a empresa aguardava repasse do Governo do Distrito Federal, para essa terça-feira (20/10), mas houve atraso por parte do governo local. O recurso deve sair apenas nesta quarta (21/10), quando as operações já se encontram paralisadas. A empresa aguarda esse repasse para quitar os salários e busca soluções para sanar o problema.

De acordo com a Marechal, a crise causada pelo novo coronavírus reduziu em cerca de 60% o número de passageiros transportados. Antes da pandemia, por volta de 150 mil pessoas utilizavam o transporte público coletivo. No entanto, a empresa garante ter continuado operando com 100% da frota desde o início do isolamento social. Em nota, a Marechal informa, ainda, que não reduziu salários ou suspendeu contratos, “mantendo todos os postos de trabalho sem nenhuma demissão”.

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Segundo o diretor financeiro do Sindicato dos Rodoviários, João Osório, os empregados ficarão com os braços cruzados, mais uma vez, até o pagamento

“Nós fizemos uma série de reuniões e conseguimos evitar que um número maior de empresas deixasse de pagar os salários aos funcionários. No entanto, a Marechal não conseguiu honrar o compromisso de pagar os vencimentos. Vamos permanecer negociando para que os salários sejam quitados. Somente assim o serviço será normalizado”, disse.

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