Réu na maior chacina do DF já foi condenado por ser membro do PCC

Os registros apreendidos dentro da Papuda indicam que Carlomam teria sido “batizado” na facção em agosto de 2017, enquanto já estava preso

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1 de 1 julgamento-maior-chacina-df-3 - Foto: HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

Responsável por matar o dono da chácara que culminou na maior chacina do Distrito Federal, Carlomam dos Santos Nogueira, 29 anos, já foi condenado a sete anos e um mês de prisão em 2021 por ter ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), enquanto cumpria pena no Complexo Penitenciário da Papuda pelo roubo de um carro. Na época da chacina, o acusado cumpria prisão domiciliar.

A participação do acusado na organização criminosa foi confirmada a partir do cruzamento de informações de anotações apreendidas com dados oficiais do sistema penitenciário, como apelido, data de nascimento e histórico de unidades prisionais onde esteve custodiado. Os registros indicam que ele teria sido “batizado” na facção em agosto de 2017, enquanto já estava preso.

Depoimentos de policiais que participaram das investigações também reforçaram a conclusão. Eles relataram que o nome de Carlomam, conhecido como “Carlin”, apareceu em cadastros internos do PCC, localizados durante operações no sistema prisional. As declarações foram consideradas coerentes e compatíveis com o restante das provas.

O caso transitou em julgado em 2022 e em 2025 após pedido de revisão de pena, a Justiça manteve a condenação. Os magistrados concluíram que ficou comprovada a participação de Carlomam no PCC, embora sem função de destaque e por um período limitado.

Além de ser membro de uma das principais organizações criminosas do país, “Carlin” também acumula condenações por roubo majorado e receptação. O criminoso foi condenado a cinco anos e quatro meses de prisão em 2017 por um roubo de um carro cometido em 2016, no Setor Sul do Gama (DF). Na ocasião, teria simulado uma arma de fogo por baixo da camisa para roubar o Peugeout de uma mulher.

Em 2021, quando cumpria prisão domiciliar após progressão de regime, o condenado acabou sendo preso pelo crime de receptação após comprar um celular roubado. Dois anos depois, foi condenado a um mês e três dias de prisão em regime semiaberto.

O julgamento

Nesta segunda-feira (13/4), Carlomam sentou no banco dos reús do Tribunal do Júri de Planaltina ao lado dos outros quatro acusados pela chacina: Fabrício Silva Canhedo,  Carlos Henrique Alves da Silva, Horácio Carlos Ferreira Barbosa e Gideon Batista de Menezes. Se condenados, eles podem pegar mais de 70 anos de prisão cada. Somadas, as penas podem chegar a 385 anos.

“Carlin” apareceu de cabelo raspado e é o primeiro réu sentado da esquerda para a direita.

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Assassino de dono da chácara

Carlomam se embrenhou no plano criminoso e participou diretamente dos sequestros e execuções das 10 pessoas, no que ficou conhecida como a maior chacina do DF. Ele foi apontado pelo MP como o autor do tiro na nuca que matou Marcos Antônio, autodeclarado dono da chácara, além de ter incendiado um carro para ocultar o crime. Chegou a ficar foragido após as prisões de Gideon e Horácio, mas se entregou dias depois.

Os criminosos mataram uma família inteira com o intuito de tomar uma chácara no Itapoã (DF), avaliada, à época, em R$ 2 milhões. O terreno despertou o interesse dos assassinos. O local tem cachoeira privativa, ampla área e cerca de 5 hectares – equivalentes a 50 mil metros quadrados.

O plano, então, era assassinar toda a família e tomar posse do imóvel, sem deixar qualquer herdeiro vivo. O terreno, no entanto, nem sequer pertencia a Marcos Antônio, o primeiro a ser brutalmente morto. A chácara era alvo de disputa judicial desde 2020, na qual os verdadeiros donos tentam recuperar a área.


Os integrantes da família, então, foram atraídos para emboscadas e assassinados um por um. São eles:

  • Marcos Antônio Lopes de Oliveira – patriarca
  • Renata Juliene Belchior – esposa de Marcos
  • Gabriela Belchior de Oliveira – filha do casal
  • Thiago Gabriel Belchior de Oliveira – filho do casal
  • Elizamar da Silva – esposa de Thiago
  • Rafael (6 anos), Rafaela (6) e Gabriel (7) – filhos de Thiago e Elizamar
  • Cláudia da Rocha Marques – ex-companheira de Marcos
  • Ana Beatriz Marques de Oliveira – filha de Marcos e Cláudia

Reportagem especial

Todos os detalhes do crime que ficou conhecido como a maior chacina do DF, com as reviravoltas e os mistérios que cercaram o caso, foram detalhadas na reportagem especial “O Fim de uma Família”.

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