Celebração da fé: missa de Corpus Christi reúne 10 mil na Esplanada

O tema deste ano foi "O amor de Cristo nos impele". A cerimônia ficou sob o comando do arcebispo de Brasília, cardeal dom Sérgio da Rocha

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 20/06/2019 20:23

Cerca de 10 mil católicos se reuniram na Esplanada dos Ministérios, nesta quinta-feira (20/06/2019), para acompanhar a missa de Corpus Christi. A edição deste ano teve um caráter especial, já que se comemora, também, os 60 danos da fundação da Arquidiocese de Brasília. O ato litúrgico foi conduzido pelo arcebispo de Brasília, cardeal dom Sérgio da Rocha.

O tema da celebração deste ano foi “O amor de Cristo nos impele”. Na tradição católica, a instituição da eucaristia se deu na última ceia de Jesus com os discípulos, antes de sua crucificação. Naquele momento, Cristo teria consagrando o pão e o vinho como seu corpo e sangue, oferecendo aos apóstolos. Durante a homilia, dom Sérgio pediu que a igreja mantenha-se unida.

“Necessitamos caminhar mais unidos na unidade da igreja. Quem participa da comunhão eucarística não pode jamais compartilhar a desunião”, falou.

Fora do período eleitoral, a queda do número de autoridades prestigiando a celebração era visível. Apenas o vice-governador do DF, Paco Britto (Avante), esteve presente.

Primeira vez presente na missa de Corpus Christi, a funcionária pública Eliete de Brito, 61, se emocionou. “Sou da 905 Norte e, como sempre canto no coral pela manha acabo, não vim nos outros anos. Hoje senti emocionada e pretendo vir sempre”.

Veja imagens da celebração religiosa:

Tapete

Mais cedo, 2 mil pessoas se reuniram para a montagem do tradicional tapete usado na celebração de Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios. Segundo a Arquidiocese de Brasília, os fiéis começaram a chegar às 6h e prepararam todo o trajeto com desenhos de símbolos religiosos.

O pároco da Catedral de Brasília e coordenador da festa, padre João Firmino Galvão Neto, espera uma celebração grandiosa. “Este ano, sem greve e sem grandes problemas, com certeza teremos uma linda e tranquila festa”, projetou. Em 2018, a festividade aconteceu em meio à paralisação dos caminhoneiros, o que, na visão do sacerdote, afetou a quantidade de público, então de 5 mil pessoas.

A missionária Nayara da Silveira Linhares, 24, participa pela segunda vez da montagem do tapete. Membro da comunidade Shalom, ela espera que a data sirva para unir a Igreja Católica e os povos. “Para mim, é muito marcante porque celebramos a eucaristia, o Cristo que se dá como alimento. Este dia tem muita importância na minha vida”, enalteceu.

O grupo de Nayara preparou um painel com o cordeiro de Deus. De acordo com ela, a ideia é usar a imagem e os ramos que envolvem o animal para relembrar a ressurreição de Jesus. “Quando acabar a montagem, volto para casa, descanso e depois regresso para a missa”, explicou.

 

Festa católica

A celebração no DF é conhecida como uma das mais prestigiadas do país e atrai turistas de outros estados. Vindo de Muriaé (MG), o carteiro Fábio Almeida da Silva, 39, trouxe a esposa, Adriana Maria Estevam, 44, dona de casa, e o filho Miguel Estevam da Silva, 7, para ver de perto o tapete que tanto já havia admirado pela televisão.

“Achei bacana ver tantos jovens envolvidos. Geralmente, na nossa cidade, é mais o pessoal idoso que entra nisso”, elogiou. Adriana destacou que a família é católica e costuma participar das missas de Corpus Christi. “Ano passado, não pudemos celebrar porque estávamos viajando também, mas desta vez compensamos”, comemorou.

O grupo dos Jovens Atuantes em Cristo (JAC), do Oratório do Soldado, dedicou-se à preparação da serragem misturada com corante. O item é essencial para a execução dos desenhos dos painéis. “Fizemos no ano passado e voltamos. Pedimos que o pessoal do grupo enviasse desenhos e agora viemos fazê-los”, explicou a coordenadora, Giovanna Procópio, 19.

Gustavo Ló, 16, ajudou o grupo colocando a mão na massa. Sujo de corante azul e com um sorriso no rosto, ele comemorou sua primeira participação na festa. “Minha irmã já fazia parte e me chamava bastante. Neste ano, eu troquei de colégio e decidi começar a fazer parte do grupo jovem. Eu vim para ajudar.”

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