Quem são os moradores de Brasília espionados pela Abin Paralela

Professora da UnB, de escolas públicas do DF, servidores de governo federal e local e até do judiciário estão na lista da Abin paralela

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
IMAGEM COLORIDA DA FACHADA DA ABIN - METRÓPOLES
1 de 1 IMAGEM COLORIDA DA FACHADA DA ABIN - METRÓPOLES - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) investigou ao menos 12 moradores do Distrito Federal. Estão na lista de espionados pela Abin Paralela uma professora da Universidade de Brasília e docentes da educação básica e de história da rede pública, além de funcionários de carreira do governo federal e do judiciário local.

O sigilo dos autos da investigação foi derrubado nessa quarta-feira (18/6) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi tomada após a Corte constatar vazamentos seletivos de trechos do relatório policial.

Segundo o relatório, uma servidora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) foi a moradora do DF mais investigada pelo uso do software de inteligência israelense FirstMile. A ferramenta permite rastrear a localização de pessoas a partir de informações fornecidas por torres de telecomunicações.

Dois servidores espionaram a funcionária do tribunal local 398 vezes de 13 de fevereiro de 2019 a 1º de janeiro de 2021. Dessa forma, o levantamento indica que eles usaram a ferramenta quase 400 vezes para monitorar onde ela estava naquele exato momento.

Na época, a servidora era assistente da Vara Criminal e Tribunal do Júri do Núcleo Bandeirante. Apesar da quantidade de monitoramentos, não houve um registro de operação associada a esse caso, conforme consta no relatório da Polícia Federal.

O segundo nome mais espionado pela Abin Paralela foi o da professora do departamento de matemática Chang Chung Yu Dorea, da Universidade de Brasília (UnB). A docente aposentada foi monitorada 102 vezes em um intervalo de dois meses em 2020.

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Localização professora Chang Chung
Localização da analista do Senado Tânia Povoa
Localização de Ademar Lourenço
Localização de Evandro de Araujo
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Localização de Evandro de Araujo

Relatório PF
Localização professora Chang Chung
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Localização professora Chang Chung

Relatório PF
Localização da analista do Senado Tânia Povoa
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Localização da analista do Senado Tânia Povoa

Relatório PF
Localização de Ademar Lourenço
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Localização de Ademar Lourenço

Relatório PF

A credencial usada para investigar a chinesa naturalizada brasileira pertencia a quatro servidores da Abin. A investigação também não resultou em operação.

O professor de educação básica do GDF Elizândio de Aquino Marinho foi monitorado ao menos 22 vezes por servidores da Abin. A colega dele na Secretaria de Educação, a professora de história da rede pública do DF foi investigada sete vezes – todas em apenas dois dias. O relatório da PF informa que a operação “Pia” ocorreu após esse monitoramento, mas não explica que ação foi essa.

O assessor de imprensa Evandro de Araujo Paula, que trabalha para a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), foi alvo de espionagem cinco vezes pela Abin.

Por quatro vezes, de novembro de 2019 a fevereiro de 2020, a analista aposentada do Senado Federal Tânia Povoa Lustosa foi monitorada pela Abin Paralela.

Os servidores Sérgio Eduardo Soares Allen, da Secretaria de Desenvolvimento Social do DF, e Maria Raquel Piracicaba Peixoto, da Secretaria de Cultura do DF, também estão na lista dos investigados pela agência.

O analista do Ibama Hugo Ferreira Netto Loss também foi espionado. A PF alega que o monitoramento ocorreu após publicações de Loss no então Twitter (atual X). “A circunstância indica monitoramento contínuo em relação ao servidor público por questões de ordem política e em represálias ao exercício de seu cargo”, destaca a polícia federal.

A advogada Nicole Giamberardino Fabre foi alvo de 21 consultas, todas vinculadas à Operação Curitiba, que não apresenta detalhes.

Veja a lista completa dos investigados no DF pela Abin paralela (em ordem alfabética), segundo relatório da Polícia Federal: 

  • Ademar Lourenço Martins Rodrigues – Técnico em Comunicação Social na Defensoria Pública da União (DPU) e jornalista no Instituto Federal de Brasília (IFB)
  • Chang Chung Yu Dorea- Professora da Universidade de Brasília (UnB) 
  • Elizândio de Aquino Marinho – Professor de educação básica do Governo do Distrito Federal
  • Evandro de Araujo Paula  – Assessor de imprensa, ex-secretário parlamentar da Deputada Federal Bia Kicis
  • Hugo Ferreira Netto Loss – Analista Ambiental do IBAMA
  • Uma servidora do TJDFT
  • Maria Raquel  Piraciaba Peixoto – Funcionária da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal.
  • Nicole Giamberardino Fabre – Advogada 
  • Sérgio Eduardo Soares Allen  – Servidor da Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social do DF
  • Simone Maria Barros Pimentel – Candidata a deputada distrital em 2022 
  • Tânia  Povoa Lustosa – Analista legislativo aposentada do Senado Federal 
  • Thaís Lopes Rocha – Professora de História no Distrito Federal 

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