Quem é Rodrigo Lopes, assessor do GDF preso em operação de fraude
Rodrigo era assessor especial na Administração Regional do Cruzeiro e foi preso em operação da PF que apura fraude milionária no FGTS

O servidor comissionado Rodrigo Lopes de Oliveira (foto em destaque), exonerado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) nessa quinta-feira (18/6), ocupava o cargo de assessor especial na Administração Regional do Cruzeiro quando se tornou alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura uma tentativa de fraude milionária contra o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) junto à Caixa Econômica Federal.
O assessor foi preso em flagrante nessa quarta-feira (17/8), após agentes da PF encontrarem 1kg de cocaína durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão — no âmbito da operação — em um endereço ligado a Rodrigo, no Setor de Mansões de Sobradinho II (DF).
Segundo apurou o Metrópoles, a Justiça do Distrito Federal converteu a prisão em flagrante em preventiva, sem prazo definido para término.
Servidor comissionado do GDF, Rodrigo exercia a função de assessor especial na Administração Regional do Cruzeiro. Informações publicadas em suas redes sociais também o identificavam como integrante da equipe do órgão.
A reportagem ainda descobriu que ele era servidor comissionado do GDF e, segundo informações nas redes sociais do preso, atuava como assessor especial na Administração Regional do Cruzeiro.
A operação The Book is on The Table teve início após a identificação de indícios de irregularidades em uma tentativa de levantamento de saldo de FGTS, no valor aproximado de R$ 1,9 milhão.
Com apoio da Centralizadora de Segurança da Caixa Econômica Federal, a PF conseguiu identificar pessoas suspeitas de participação no esquema. Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados, em Brasília.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tentativa de estelionato qualificado, falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa.
Exoneração na Economia do DF
Na mesma publicação, Celina também determinou a exoneração do assessor comissionado da Secretaria de Economia Luiz Carlos de Sousa.
Durante a Operação Black-Tie, os policiais apreenderam um pen drive que estava na mesa de trabalho de Sousa. Ele ocupava a função de assessor especial da pasta, com salário de R$ 13 mil. Sousa também é conselheiro do Fundo de Apoio ao Esporte, onde recebe mais R$ 2 mil.
Como mostrou a coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, a Operação Black-Tie investiga suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa envolvendo agentes públicos e particulares. A apuração começou em fevereiro de 2025. Um ex-secretário da gestão Ibaneis Rocha é alvo.
A operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR), em ação conjunta com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Planaltina e no Noroeste, além do anexo do Palácio do Buriti.

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