Prostituta e cliente que fizeram sexo na Câmara vão prestar depoimento
Advogado alega que a moça vem sofrendo sucessivos constrangimentos após o compartilhamento das imagens em um grupo de WhatsApp

O homem e a mulher que fizeram sexo em um banheiro da Câmara dos Deputados foram intimados, pelo Departamento de Polícia Legislativa Federal (Depol), a se explicar sobre a baixaria em plena sede do Legislativo federal. Os depoimentos estão previstos para esta quinta-feira (7/4), e o advogado da mulher, Eduardo Côrtes, definiu a estratégia de defesa: “O fato não configura crime porque não foi presenciado por ninguém”.
O discurso é diferente dos diálogos que a própria moça teve com um repórter que se passou por cliente. No WhatsApp, ela admitiu que cobra cachê de R$ 1 mil por um “relax”, disse que é “muito discreta”, “trata bem quem a trata bem” e marcou um encontro em um apartamento na Asa Norte. Ela chegou a recomendar que o programa fosse às 15h, para dar tempo de “fazer a digestão”.
De acordo com a defesa, a mulher vem sofrendo sucessivos constrangimentos após o compartilhamento das imagens, e chegou a ser hostilizada no estacionamento de um shopping de Brasília. O carro dela chega a ser alvo de golpes. A agressão foi filmada e postada no YouTube:
Côrtes ressalta ainda que, para que o caso seja configurado como crime, o ato sexual deveria ser praticado em local público e presenciado por terceiros, o que, segundo a defesa, não condiz com o episódio. “Recebemos a intimação esta semana e vamos contribuir para que tudo seja esclarecido. Quando as coisas se normalizarem, vamos entrar com medidas contra aqueles que compartilharam as imagens por violação de privacidade. Ela ficou completamente exposta nessa situação”, disse.
Imagens polêmicas
As fotos teriam sido tiradas entre fevereiro e março deste ano, na porta de entrada que dá acesso às comissões da Câmara dos Deputados e dentro do banheiro masculino do local. Ela aparece na companhia de um homem não identificado, que traja terno preto.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Câmara dos Deputados afirmou que só vai se pronunciar sobre o caso após o término da investigação policial.

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