Promotoria espera penas elevadas aos acusados da maior chacina do DF
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), se condenados, os acusados podem ter até 358 anos de prisão
atualizado
Compartilhar notícia

A promotoria do julgamento da maior chacina do Distrito Federal manifestou a expectativa à respeito da condenação dos réus. Segundo o promotor Nathan da Silva Neto, a promotoria espera que os acusados recebam a devida punição com penas elevadas.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), se condenados, os cinco réus podem ter até 358 anos de prisão.
O promotor ainda enfatizou que “não existe uma pena que seja suficiente para responder pela grandeza deste crime”.
“Também nem se pode perdoar porque é inimaginável. Nós temos muita confiança de que eles serão condenados com penas elevadas, porque temos provas suficientes de todas as circunstâncias apontados pela denúncia”, concluiu.
A manifestação foi dita à imprensa, pouco antes do início do terceiro dia do Tribunal do Júri, no Fórum de Planaltina.
A expectativa é que, ao longo do dia, os cinco acusados, que sentam no banco dos réus, prestem depoimento sobre suas participações no crime que vitimou 10 pessoas de uma mesma família.
Sentam no banco dos réus os seguintes acusados:
- Gideon Batista de Menezes: apontado como um dos principais articuladores do plano;
- Horácio Carlos Ferreira Barbosa: atuou diretamente nos assassinatos;
- Carlomam dos Santos Nogueira: participou dos sequestros e execuções;
- Fabrício Silva Canhedo: responsável pela vigilância do cativeiro em parte do período;
- Carlos Henrique Alves da Silva: participou da rendição de vítimas.
Entenda o caso
- Entre outubro de 2022 e janeiro de 2023, os acusados se associaram para tomar a chácara Quilombo, no Itapoã, e também obter dinheiro da família de
- Marcos Antônio Lopes de Oliveira.
- O plano inicial previa matar Marcos e sequestrar familiares.
- Em 27 de dezembro de 2022, parte do grupo foi à casa da vítima, rendeu Marcos, a esposa e a filha, e roubou cerca de R$ 49,5 mil. As três vítimas foram levadas para um cativeiro no Vale do Sol, em Planaltina, onde Marcos foi morto e enterrado.
- No dia seguinte, as mulheres foram ameaçadas e obrigadas a fornecer senhas de celulares e contas bancárias. Com os aparelhos, os criminosos passaram a se passar pelas vítimas para atrair outros familiares.
- Entre 2 e 4 de janeiro, a ex-esposa de Marcos, Cláudia da Rocha, e a filha Ana Beatriz foram atraídas, rendidas e levadas ao mesmo cativeiro.
- O grupo decidiu matar Thiago, filho de Marcos, e o atraiu ao local em 12 de janeiro. Ele também foi rendido e mantido em cárcere.
- Com acesso ao celular de Thiago, os criminosos atraíram a esposa dele, Elizamar, junto com os três filhos do casal. Eles foram levados a Cristalina (GO), onde foram mortos. Os corpos foram queimados dentro do carro da vítima. Em seguida, os acusados decidiram matar as demais vítimas para evitar que os crimes fossem descobertos.
- Renata e Gabriela foram levadas a Unaí (MG), onde foram mortas e tiveram os corpos queimados. Depois, Cláudia, Ana Beatriz e Thiago também foram assassinados e tiveram os corpos escondidos em uma cisterna.
- Após os crimes, parte do grupo incendiou objetos das vítimas para dificultar as investigações.
