Projeto sobre tabela do SUS gera impasse e adia votação na CLDF

Deputados reclamaram da falta de clareza na redação, ausência de valores de procedimentos e classificaram o projeto como “cheque em branco”

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

IGO ESTRELA/METRÓPOLES @igoestrela
Câmara Legislativa do Distrito Federal CLDF aprova o projeto de Lei Complementar que institui o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília PPCUB – metrópoles4
1 de 1 Câmara Legislativa do Distrito Federal CLDF aprova o projeto de Lei Complementar que institui o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília PPCUB – metrópoles4 - Foto: <p>IGO ESTRELA/METRÓPOLES<br /> @igoestrela</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

Um projeto de lei que prevê a criação de uma tabela que fixa valores devidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) à rede de saúde privada, em caso de terceirização de serviço no Distrito Federal gerou embate entre deputados distritais nesta terça-feira (5/5).

Além de falta de clareza na redação, parlamentares também se queixaram da ausência de valores que devem compor o documento. De autoria do Poder Executivo, o texto apenas garante a criação da tabela, o que é visto pelos distritais como “cheque em branco”.

“Tem que ficar clara essa tabela SUS. O secretário diz que iria usar a tabela do ‘Aqui tem Especialista”, que é do Governo Federal. Portanto, nós queremos saber se é isso mesmo e quanto vai custar cada procedimento. Só assim será possível votar”, explicou Chico Vigilante (PT).

“Nós não queremos que esse projeto tenha o mesmo fim que teve uma outra situação no passado. Certa vez, os deputados se comprometeram a pegar R$ 30 milhões da mesa diretora e colocar na Saúde. A justifica que deram era que o valor seria destinado a cirurgias. No fim, essa ação resultou na Operação Draco, que está viva até hoje. Nós queremos que o projeto seja positivo, para que possamos resolver o problema da Saúde aqui no DF”, finalizou.

Durante o colégio de líderes, antes da sessão plenária, o secretário de Saúde Juracy Cavalcante se reuniu com deputados para esclarecer pontos da proposta. Após horas de discussão, e sem acordo, o projeto foi retirado de pauta e deve ser votado na próxima terça-feira (12/5).

“Os deputados da base queriam votar um projeto que nem sabiam do que se tratava. O secretário de Saúde esteve aqui, dialoguei com o presidente da câmara, Wellington Luís (MDB), e com o líder do governo, Hermeto (MDB), que viram que eu estava certo. A votação ficou para a próxima terça-feira para que possamos fazer um amplo debate com a Saúde e analisarmos o que precisa ser corrigido”, finalizou o deputado.

O projeto

A proposta, segundo o GDF, visa reduzir as filas de espera por exames e cirurgias ao permitir a contratação complementar da rede privada em valores de mercado.

Com a medida, o Distrito Federal passará a complementar o pagamento de serviços prestados por instituições privadas, “agilizando o atendimento à população”.

A expectativa do governo é que a unificação dos valores e a agilidade nas contratações ajudem a diminuir a judicialização da saúde, garantindo maior equidade no acesso aos serviços.

O modelo é baseado na experiência da “Tabela SUS Paulista”.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?