Professores da UnB aprovam nova paralisação para a próxima quinta-feira

Categoria fará ato em ministério na próxima quarta-feira e já enviou carta ao governo em defesa da URP

atualizado

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1 de 1 paralisacao-unb - Foto: Reprodução/ADUnB

Professores da Universidade de Brasília (UnB) aprovaram, em assembleia, nesta quinta-feira (23/4), um ato em frente ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), marcado para a próxima quinta-feira (30/4). Na data, haverá paralisação das atividades docentes e suspensão de aulas para quem aderir ao movimento.

A categoria reivindica a manutenção da Unidade de Referência de Preços (URP).


Entenda o impasse da URP

  • A insatisfação dos professores está relacionada à forma como o governo federal tem tratado a Unidade de Referência de Preços (URP), benefício incorporado aos salários após reajustes antigos.
  • Segundo a categoria, a nova regra faz com que parte dos reajustes recentes seja usada para reduzir gradualmente o valor da URP. Na prática, os docentes afirmam que até 60% dos aumentos acabam sendo absorvidos, reduzindo o impacto real dos reajustes, como o de 3,5% concedido após a greve de 2024.
  • Os professores também pedem a suspensão de descontos aplicados a aposentados, defendem que a URP não seja usada em progressões e promoções na carreira e criticam a aplicação das mudanças antes do fim do processo judicial sobre o tema.

A decisão dá continuidade às mobilizações já em andamento na universidade, com paralisações e atos nas últimas semanas contra mudanças na forma de pagamento do benefício.

Na assembleia, os docentes rejeitaram qualquer proposta de absorção da URP neste momento, mantiveram o estado de assembleia permanente e decidiram criar uma comissão, junto à ADUnB e ao conselho de representantes, para organizar um plano de mobilização.

Também aprovaram o envio de uma carta ao Ministério da Gestão e a solicitação de reunião urgente com a reitoria da UnB. O ato em frente ao ministério ainda terá o horário definido pela categoria.

Segundo o secretário-geral da ADUnB, Pedro Gontijo, a decisão reforça a mobilização da categoria.

“A possibilidade de conquistas existe se estivermos devidamente mobilizados. No dia 30 e no conjunto de ações que serão organizadas a partir daqui, é muito importante que cada professor e professora participe, comunique e explique também para estudantes e outras pessoas, para que possamos ampliar essa luta na sociedade. É uma luta não só de professores e professoras da UnB, mas também importante para a Universidade e para Brasília”, declarou.

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