Professor foragido que estuprou a filha disse que iria para o Carnaval

Segundo as investigações, o educador foragido também é suspeito de ter cometido crimes sexuais contra outras mulheres e estudantes

atualizado

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Wey Alves/Especial Metrópoles
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1 de 1 Vítima - Metrópoles - Foto: Wey Alves/Especial Metrópoles

Antes de fugir, o professor de educação básica da rede pública de ensino do Distrito Federal (DF) acusado de estupro de vulnerável contra a própria filha, de apenas 8 anos, teria dito que iria aproveitar o “último Carnaval”.

A Polícia Civil (PCDF) procura pelo docente. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DCPA) divulgou foto do suspeito nesta quinta-feira (12/2). Para preservar a identidade da vítima, o Metrópoles não irá revelar o nome e a imagem do acusado. Segundo a corporação, o professor possui diversas ocorrências de importunação sexual contra mulheres.

O Metrópoles apurou que testemunhas ouviram o suspeito dizer antes da fuga: “Minha pena é absurda e injusta, 16 anos de prisão. E já que vai ser assim eu pretendo aproveitar o último Carnaval da minha vida”. A reportagem também colheu a informação de que o Conselho Tutelar recebeu queixas de estudantes da rede pública contra o professor.

Segundo a polícia, o docente cometeu o crime em 2021. A coluna Na Mira apurou que o professor abusava da filha fazendo atos obscenos e esfregando o pênis na criança enquanto ela dormia, além de se masturbar na frente dela e pedir para que ela tocasse no órgão genital dele. O educador ainda é acusado de assediar mulheres em um bar da Asa Sul. Na ocasião, ele teria alisado as partes íntimas das vítimas.

Professor é afastado

Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF). A pasta informou que não sabia das graves acusações que pesam contra o docente e esclareceu que não havia recebido qualquer comunicado oficial por parte dos órgãos de segurança acerca dos crimes mencionados.

Em dezembro, o suspeito recebeu salário de R$ 22.685,19.

A Secretaria contou que, ao tomar conhecimento dos fatos, passou a buscar, junto aos órgãos competentes, informações oficiais necessárias para adotar as providências administrativas cabíveis. O servidor foi devolvido para a área central da Secretaria e não está mais exercendo atividades na escola e nem em sala de aula.

Por fim, o órgão ressaltou que “repudia veementemente qualquer prática de violência e reafirma seu compromisso com a integridade, a segurança e a proteção dos estudantes e de toda a comunidade escolar”.

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