Prisão de Renan Sena no DF teve motorista na contramão e policial arrastado

Ativista investigado por soltar fogos no STF e fazer ameaças contra o governador Ibaneis Rocha foi detido no domingo

atualizado 15/06/2020 11:54

O ativista Renan Sena, 57 anos, ex-funcionário terceirizado do Ministério da Mulher, Família e Direitos humanos, preso nesse domingo (14/06), responderá pelos crimes de calúnia e injúria na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Ele foi localizado dentro de um carro como passageiro, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Durante a prisão, a motorista arrancou com o carro, entrou na contramão e arrastou um policial por alguns metros, segundo consta na ocorrência.

bolsonarista é suspeito de soltar fogos de artifício no Supremo Tribunal Federal (STF) e ameaçar o governador Ibaneis Rocha (MDB), entre outras autoridades, em vídeos que circularam no WhatsApp, após a retirada de acampamentos a favor do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), da Esplanada dos Ministérios.

Confira o vídeo do ataque ao STF no sábado (13/06):

 

 

Quando a mulher parou o carro, os policiais conseguiram retirar Sena do veículo e conduzi-lo à delegacia. A motorista, no entanto, começou a seguir a viatura, mesmo com todos os avisos de que se tratava da Polícia Civil.

Durante o trajeto, a condutora expôs outros condutores em risco e entrou na contramão por diversas vezes. Já no complexo da PCDF, ao lado do Parque da Cidade, a mulher, não identificada na ocorrência, acelerou novamente o carro e colidiu na viatura dos policiais.

Segundo a corporação, ela não obedeceu aos comandos e estava exaltada. Resistiu fisicamente à abordagem sendo necessário a utilização de spray de pimenta “por cautela da integridade física dela e dos policiais”.​

A motorista foi detida, mas liberada após pagar fiança. Renan acabou liberado após assinar termo de comparecimento à Justiça.

Enfermeiras

Renan Sena também  é acusado de agredir enfermeiras em manifestação na Praça dos Três Poderes, em 1° de maio. Em depoimento, o bolsonarista negou ter feito ameaças ao governador Ibaneis Rocha.

Vídeo em que Renan Sena agride enfermeiras no feriado de 1º de maio:

 

A DRCC fará investigação virtual para desarticular o grupo de Sena. Em outra linha, o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito, nesse domingo (14/06), para investigar o lançamento de fogos de artifício em direção ao prédio do STF. O ato foi comandado por um grupo de apoiadores de Bolsonaro, chamado de 300 do Brasil. Ocorreu após a retirada do acampamento dos apoiadores do presidente da Esplanada.

O ataque foi repudiado duramente pelos ministros da Corte.

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