Idoso morre em hospital e família espera 3 dias para receber corpo

Segundo a denúncia, IML foi ao hospital, mas não conseguiu retirar o corpo por não ter um responsável do hospital para autorizar a liberação

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Rafaella Felcciano/Metrópoles
Imagem colorida de perícia de corpo no IML. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de perícia de corpo no IML. Metrópoles - Foto: Rafaella Felcciano/Metrópoles

Em meio ao luto da perda de um ente querido, familiares precisam lidar com uma série de procedimentos burocráticos para garantir uma despedida respeitosa e à altura da história de quem se foi. Mas o velório de Agripino Manoel, que morreu aos 82 anos, foi marcado pela espera e por “desencontros de procedimentos”, segundo a Secretaria de Saúde do DF.

Agripino Manoel da Dores, de 82 anos, foi internado em 1º de maio no Hospital de Apoio de Brasília (HAB) após sofrer uma queda em casa e fraturar a bacia. O homem, que já tinha sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em abril passado, morreu na manhã de sexta-feira (29/5). A internação, foi acompanhada pela família, mas a liberação do corpo foi mais demorada do que o previsto, porque não havia funcionários no plantão do hospital para liberar o corpo do paciente.

A situação aumentou a dor da família que esperava realizar o sepultamento.

Alessandro Soares, filho de Agripino afirmou que toda a situação transformou em uma extensão da perda de seu pai. Segundo Soares, por falta de funcionários plantonistas no HAB, o corpo pai dele foi retido por três dias e só foi liberado na manhã desta segunda-feira (1°/6).

“O IML foi até o local no sábado [30/5] para retirar o corpo, realizar perícia e emitir a certidão de óbito. No entanto, o hospital não apresentou os documentos ou responsável para liberar o corpo, alegando que não havia nenhum funcionário da área administrativa trabalhando no final de semana”, relatou Alessandro Soares ao Metrópoles.

Após receber a notícia da morte do pai, logo após as 6h da manhã, Alessandro e outros familiares buscaram realizar o quanto antes a burocracia da liberação do corpo junto ao hospital.

Com a expectativa de conseguir resolver as pendências no dia posterior, a família aguardava apenas a liberação do corpo ao IML. No entanto, logo pela manhã de sábado (30/5), Soares recebeu a informação de um agente do Instituto Médico Legal de que não havia nenhum responsável do hospital para autorizar a liberação.

Fomos impedidos de velar nosso pai por pura falha administrativa e falta de pessoal do hospital, prolongando ainda mais o tempo que deveria ser para velar o corpo”, contou.

Ele ainda explica que chegou a ligar para o HAB informando sobre a alegação do IML e questionou se haveria algum plantonista para efetuar a liberação.

Como resposta, um representante do hospital respondeu que, por ser fim de semana, “não há nenhum plantonista” da administração para liberar e somente na segunda (1°), o chefe habilitado para o trabalho retornaria.

Em nota ao Metrópoles, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou que a equipe do IML esteve no HAB na manhã de sábado e explicou que o corpo não foi liberado por “desencontro de procedimentos”.

“Houve um desencontro de entendimento quanto aos procedimentos operacionais a serem adotados para a retirada do corpo da câmara mortuária da unidade, o que impossibilitou a conclusão da remoção naquele momento. Em 1º de junho de 2026, o corpo foi regularmente liberado e removido, sem intercorrências”, afirmou a pasta.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações