Preços de passagens aéreas recuam 6,77% no DF após 4 meses de alta

Por outro lado, o acumulado dos últimos 12 meses mostra que houve alta de 112,8% nas passagens no DF, segundo dados do IBGE

atualizado 13/09/2022 10:20

Brasília (DF), 14/03/2016 - Avião pousa do aeroporto internacional jk em brasília- Foto, Michael Melo/Metrópoles Michael Melo/Metrópoles

Após quatro meses de altas, os preços das passagens aéreas recuaram 6,77% em agosto no Distrito Federal. O dado é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou na sexta-feira (9/9) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país.

Por outro lado, o acumulado dos últimos 12 meses mostra que houve alta de 112,8% nas passagens, sendo este item o segundo maior vilão econômico da lista, atrás apenas da cebola — que subiu 131,44% nesse período. Já em relação ao acumulado no ano, a variação no preço das passagens de avião no DF foi de 6,6%.

O DF registrou inflação acumulada dos últimos 12 meses abaixo da média nacional. Enquanto a capital acumulou alta de 7,75%, o Brasil bateu 8,73%. O número, no entanto, quando comparado ao acumulado de julho (9,49%), teve baixa.

Outros itens

Segundo os dados do IBGE divulgados na sexta, alimentação e transporte, novamente, aparecem como os serviços que tiveram maior aumento no acumulado dos últimos 12 meses.

Veja os 10 principais vilões do acumulado em 12 meses no DF:

  1. Cebola – 131,44%
  2. Passagem aérea – 112,80%
  3. Melão – 103,77%
  4. Mamão – 77,76%
  5.  Melancia – 69,39%
  6. Leite longa vida (caixinha) – 67,11%
  7. Banana d’água – 54,93%
  8. Brócolis – 54,66%
  9. Óleo diesel – 49,52%
  10. Leite e derivados – 44,22%
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Em agosto, o Distrito Federal apresentou deflação de 0,22%, puxada pelo setor de transporte (-3,31%) e comunicação (-0,78). Em julho, a queda foi de -0,98, também desacelerado pelo grupo de transportes. O índice ainda foi menor que o nacional, que apontou uma deflação de 0,36% no mês de referência.

Veja os 10 produtos que baratearam, ou seja, sofreram deflação em agosto na capital:

  1. Cenoura – 20,17%
  2. Tomate – 18,97%
  3. Laranja pera – 13,99%
  4. Batata-inglesa – 12,44%
  5. Melancia – 11,51%
  6. Tubérculos, raízes e legumes – 11,12%
  7. Plano de telefonia fixa – 10,22%
  8. Gasolina – 9,34%
  9. Combustíveis – 8,93%
  10. Etanol – 7,84%

Leite longa vida, finalmente, com baixa mensal

Na variação mensal de julho, o leite de caixinha, normalmente encontrado do mercado, subiu 27,30%. Agosto surpreendeu com deflação de 1,81%. No acumulado de 12 meses, no entanto, o produto segue em alta (67,11%) devido aos diversos aumentos de preço sofridos nos últimos meses.

Baixa dos combustíveis

Os combustíveis seguem os vilões acumulados, mas os alívios mensais na inflação oficial de Brasília. Houve uma queda no índice dos últimos 12 meses de combustíveis (veículos), 13,17%; mas aumento do óleo diesel, de 49,52%. A gasolina ficou em -15,87%, enquanto que o etanol em 10,62%.

Na variação mensal, houve deflação de 8,93% nos combustíveis (veículos). Gasolina ficou em – 9,34%; óleo diesel, em -3,44; e etanol, -7,84%.

A Petrobras anunciou no início de setembro a nova redução de R$ 0,25 no preço da gasolina para as distribuidoras. Na prática, a medida criou condições para uma queda de até R$ 0,18 no valor cobrado nos postos de combustível do Distrito Federal.

Essa foi a terceira redução no preço do combustível promovida pela Petrobras desde que Caio Paes de Andrade assumiu a presidência da estatal, em 28 de junho.

Quem tem abastecido nos últimos dias na capital federal tem percebido a queda, com valores que chegam a R$ 4,79.

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