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Distrito Federal

Políticos de esquerda do DF comemoram prisão de Bolsonaro; veja

Opositores do ex-presidente relacionaram o nome dele às mortes durante a pandemia de covid-19 e ironizaram data da prisão

22/11/2025 09:31, atualizado 22/11/2025 11:09
HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto
Jair Bolsonaro - Metrópoles

Políticos da esquerda no Distrito Federal (DF) comemoraram a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cumprida pela Polícia Federal (PF), em Brasília (DF), na manhã deste sábado (22/11).


Em postagens nas redes, a deputada federal Érika Kokay (PT) e o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass (PT), potencial candidato ao governo do DF, relacionaram o ex-presidente às mortes durante a pandemia de covid-19.


“Pelo golpe que tentou calar o país. Pelas vidas perdidas na pandemia. Pelas mães que choraram sozinhas. Pelas mulheres insultadas e LGBTQIAPN+ feridos. Pelo povo negro atacado. Pelos povos indígenas ameaçados. Pelo povo pobre abandonado. A PRISÃO DE BOLSONARO É HISTÓRICA!”, afirmou a deputada federal Érika Kokay (PT-DF).

Leandro Grass seguiu a mesma linha, ao dizer: “Após as 700 mil vidas perdidas na pandemia da COVID, o não reconhecimento do resultado eleitoral, o planejamento da morte de autoridades, uma tentativa de golpe de Estado e a chantagem internacional com o tarifaço ao Brasil, Jair Bolsonaro está preso”.


Grass ainda ironizou a data da prisão, pois coincide com o número usado por Bolsonaro na eleição para presidente. “Preso no dia 22.”

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O deputado distrital Chico Vigilante (PT) também classificou a prisão como histórica. “Essa turma não cansa de aprontar… Transformar condomínio em comício e atrapalhar ação policial é inaceitável. A PF agiu no timing certo. A mensagem é clara: neste país, ninguém está acima da lei”, pontuou.


Também deputado distrital, Gabriel Magno (PT) postou: “Dia histórico para a democracia. Jair Bolsonaro foi preso na manhã de hoje, em decisão preventiva solicitada pela Polícia Federal ao STF. Em nome das centenas de milhares de brasileiras e brasileiros mortos na pandemia durante o desgoverno do genocida. Em nome das pessoas torturadas por criminosos celebrados pelo golpista. Em nome de quem perdeu emprego e direitos. Em nome de quem voltou a passar fome. Em nome das florestas destruídas e dos povos atacados. Quem atenta contra a democracia, articula golpes e agride o Brasil não é patriota, é traidor da pátria”.


Segundo o deputado distrital Fábio Felix (PSol), Bolsonaro foi preso de forma preventiva, porque pretendia fugir do Brasil. “É evidente que a família Bolsonaro tinha um plano de fuga para impedir que o condenado por tentativa de golpe cumpra sua pena. Todas as pessoas envolvidas nesse plano criminoso precisam responder. Não pode haver impunidade!”, afirmou.