*
 

Em agenda de campanha nesta sexta-feira (12/10), o candidato à reeleição ao Palácio do Buriti, Rodrigo Rollemberg (PSB), fez corpo a corpo nos corredores da Feira dos Importados. Durante a caminhada, explicou sua posição em relação à corrida presidencial: “Não sou neutro. Sou independente”. Desde quando anunciou que não apoiaria nem Jair Bolsonaro (PSL) nem Fernando Haddad (PT), o governador vem sendo cobrado por ter ficado em cima do muro.

“Ser neutro é você não ter posição. Nós temos uma posição política independente e de reafirmação de valores como a defesa da democracia e dos direitos humanos. Temos visto as famílias se dividirem, os amigos se distanciando em função de uma disputa presidencial acirrada. E nossa responsabilidade é unificar Brasília. Portanto, um apoio a qualquer candidatura só acordaria ainda mais os ânimos”, explicou.

Revolta
Na feira, tomou caldo de cana, comeu pastel e comprou presentes para os netos. Durante o trajeto, foi abordado por pessoas cobrando melhorias no sistema de saúde. Uma delas, mais exaltada, chegou a chamar Rollemberg de “mentiroso”.

Geraldo Luciano da Silva, 53 anos, contou que perdeu o pai, Valmiro Luciano da Silva, 90, esta semana. Muito nervoso, disse que a culpa foi do atendimento tardio nos hospitais regionais de Taguatinga e de Samambaia. “Ele chegou passando mal às 7h, com meu sobrinho, e demorou demais para passar pela triagem. Quando o atenderam, ele já estava enfartando e morreu”, lamentou o homem.

A equipe do governador anotou o telefone dele e afirmou que iria apurar o caso e abrir uma sindicância, se necessário. “Isso não adianta mais, meu pai já morreu”, respondeu Geraldo.

Ao final da caminhada, o governador prometeu 100% de cobertura do Saúde na Família em todo o Distrito Federal, caso seja eleito, e reafirmou a decisão de implementar em outras unidades o modelo de gestão do Instituto Hospital de Base. De acordo com Rodrigo Rollemberg, a próxima unidade a virar instituto será o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib).

Em matéria publicada nesta sexta (12/10), o Metrópoles mostrou que longas filas e esperas intermináveis fazem parte da vida dos pacientes que dependem das unidades de saúde pública do Distrito Federal. Quem precisa de atendimento à noite vive drama ainda pior.

A reportagem visitou hospitais públicos de quatro cidades durante o plantão noturno dessa quarta (10) e encontrou demora de até 10 horas para o cidadão se consultar com um médico.