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Às vésperas da data-limite para a filiação partidária, as legendas no Distrito Federal passaram por grandes mudanças de composições na quarta-feira (4/4). O PSDB, por exemplo, perdeu cinco nomes históricos; o PDT filiou o deputado Cláudio Abrantes e fechou com o ex-distrital Patrício; o PRB ficou com o distrital Rodrigo Delmasso; e o PTB deu guarida a André Brandão. Mas foi o PSB, do governador Rodrigo Rollemberg, que saiu mais fortalecido do processo, pois ganhou nomes de peso para concorrer às eleições em outubro.

Aceitaram compor a nominata do PSB a ex-governadora do DF e fundadora do PSDB, Maria de Lourdes Abadia; o subsecretário de Integração de Ações Sociais do GDF, Virgílio Neto; a secretária de Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros; e o secretário-adjunto de Ciência e Tecnologia, Thiago Jarjour. Eles engrossam o conjunto com dois parlamentares na Câmara Legislativa: Luzia de Paula e Juarezão; além de concorrer ao lado de outros integrantes do Executivo.

Igor Tokarski, do Meio Ambiente; Roosevelt Vilela, das administrações do Park Way, Núcleo Bandeirante e Candangolândia; o Secretário das Cidades, Marcos Dantas; o subsecretário de Mobiliário Urbano e Participação Social, Marlon Costa e outros também testarão os nomes nas urnas pelo PSB. Eles, contudo, já estavam na sigla.

“Estabelecemos como estratégia fortalecer a nominata interna. A maioria das pessoas que entraram agora estão no governo desde 2015 e fazem parte de uma coerência, de quem está conosco desde o momento zero. É o caso do Jarjour e da Leila”, afirmou o presidente da legenda no DF, Tiago Coelho.

Para o cientista político Gabriel Amaral, como as novas regras para as eleições aprovadas no Congresso Nacional proíbem a doação de empresas privadas nas eleições, os partidos tornaram-se mais relevantes no processo. E o PSB ganha musculatura na dinâmica eleitoral com as filiações de quarta (4).

Segundo o especialista, quanto mais pessoas dentro do partido tiverem condição de voto para cargos proporcionais, menos refém a legenda fica de coligações. Além disso, Amaral ressalta que com menos coligações, mais garantida fica a ordem de suplência. “Quando um candidato com muitos votos vai para o partido, obviamente, ele tem mais chance de ser eleito. No entanto, também é maior a chance de a nominata fazer o coeficiente eleitoral”, afirmou o cientista político.

Amaral analisa que, pelo tamanho e pelo tempo de TV, o PSDB teria a tendência de captar mais pré-candidatos. No entanto, a disputa interna da legenda no DF tornou o cenário diferente. “Maria de Lourdes Abadia e Virgílio Neto são quadros históricos do PSDB, porém, a insatisfação com o deputado federal Izalci Lucas como presidente tornou a permanência deles inviável. Por ideologia, seria difícil eles migrarem para o PT. Talvez o MDB fosse uma boa opção. Mas como estão alinhados com o governador, o PSB tornou-se a melhor guarida”, disse.

Perdas
Embora tenha ganhado mais filiados, o PSB perdeu o subsecretário de Educação Básica, Daniel Crepaldi, que optou por se filiar ao PRB, com os distritais Delmasso e Julio Cesar. “Fui da Executiva do PSB, fiquei no partido por oito anos, mas não gostei da forma como fizeram minha substituição. Fui bem recebido no PRB e disputarei uma vaga de distrital”, afirmou Crepaldi, apesar de ter frisado não compor a Igreja Universal do Reino de Deus, a qual a legenda é ligada.

Veja as matérias publicadas sobre as filiações realizadas na quarta-feira:

Maria de Lourdes Abadia

Rodrigo Delmasso

Leila Barros

Thiago Jarjour

Cláudio Abrantes

Sandra Faraj

Celina Leão

Virgílio Neto

Luiz Pitiman

André Brandão

Cabo Patrício

Liliane Roriz

Joaquim Roriz Neto

Eliana Pedrosa

 

 

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