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No xadrez político, o PSB-DF, partido do governador Rodrigo Rollemberg, vem se fortalecendo para disputar as eleições. Após reunião com o chefe do Executivo nesta quarta-feira (4/4), a secretária de Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros, e o secretário adjunto de Ciência e Tecnologia, Thiago Jarjour, decidiram fechar com a sigla. 

A ex-jogadora de vôlei deixa o PRB. O futuro dela ainda não está definido. Pode se candidatar a distrital, federal e até ao Senado. Jarjour saiu do PDT quando a legenda rompeu com o chefe do Executivo local. “Estamos montando um time em prol de Brasília. Foram três anos e três meses trabalhando com o governador e vou seguir a coerência do projeto “, explicou Thiago Jarjour, que deve concorrer à Câmara Legislativa.

O PSB organiza um grande evento de filiações, nesta quinta (5), no Parlamundi, na Legião da Boa Vontade (LBV). Além de Leila e Jarjour, vão assinar a ficha de admissão Maria de Lourdes Abadia. Após enfrentar um cabo de guerra com o presidente do PSDB-DF, Izalci Lucas, ela optou pela saída.

Com Abadia, deixa o ninho tucano o subsecretário da Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh), Virgílio Neto, que também ingressa na legenda de Rollemberg.

Segundo o presidente do PSB-DF, Tiago Sousa, o primeiro trimestre de 2018 foi movimentado para o partido. “Ficamos surpresos. Tivemos em torno de 600 filiações desde janeiro. Há pessoas com conhecimento de política que acreditam na reeleição do governador”, declara.

Observando
De acordo com o chefe do diretório regional da sigla, porém, o PSB-DF tem sido mais cauteloso se comparado aos partidos da oposição, que declaram novas alianças com frequência. Na última segunda (2), por exemplo, o PPS, do senador Cristovam Buarque, o PSD, do deputado federal Rogério Rosso, PSDB, PTB, de Alírio Neto, e outras legendas menores anunciaram uma coligação.

Para Sousa, o cenário ficará mais próximo da consolidação após o fim da janela partidária. Por enquanto, segundo ele, a sigla flerta, por exemplo, com o PDT, do presidente da Câmara Legislativa e pré-candidato ao Buriti, Joe Valle, com o PV e a Rede. “Tendo os atores assentados, fica mais claro para quem é ‘governo’ identificar, na sua estratégia, as coligações”, afirma.

Para o professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) Ricardo Caldas, a estratégia de Rollemberg é clara: atrair nomes reconhecidos e consagrados em seus meios para compor o legenda. “Ele está atraindo pessoas insatisfeitas para o partido dele. O maior exemplo é a Abadia”, comentou. Mas alerta para o risco de a sigla ficar sem identidade, ao receber integrantes de várias ideologias.



 


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