Professores protestam pelo direito de temporários fazerem greve

Após pressão da categoria, que chegou a ocupar o gabinete do secretário de Educação, GDF decidiu revogar proibição dos não efetivos pararem

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Greve geral no DF
1 de 1 Greve geral no DF - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) mobilizou a categoria para um ato público em frente à Secretaria de Educação do Distrito Federal nesta quinta-feira (16/3). A mobilização teve por objetivo pressionar o governo pela imediata revogação da circular que ameaça substituir os professores temporários que aderirem à greve da categoria.

Por volta das 10h45, cerca de 200 professores chegaram a ocupar o gabinete do secretário de Educação, Júlio Gregório. O grupo permaneceu no local até às 12h, quando tiveram a notícia de que a circular que vedava aos temporários a possibilidade de fazer greve seria revogada. “Ocupamos o gabinete do secretário para garantir a todos os professores o direito de greve”, afirmou o diretor do Sinpro, Claudio Antunes.

De acordo com a Secretaria de Educação,a polêmica circular foi revogada, e um novo texto deve ser publicado no Diário Oficial do Distrito Federal nesta sexta (16/5). Até a publicação desta matéria, os técnicos da pasta ainda discutiam o teor do documento substituto.

“Podemos dizer que a nossa greve no DF teve uma adesão massiva”, disse o também diretor do sindicato Sinpro Cleber Ribeiro Soares. Ele destacou que o movimento da categoria hoje foi no sentido de garantir tratamento isonômico, quanto ao direito de greve, para educadores efetivos e temporários.

“A greve vai continuar por tempo indeterminado. A nossa avaliação sobre tudo isso é a de que o governo começa muito mal no processo de negociação”, considerou Cleber Soares. Caso o GDF não cancelasse a circular, diz o sindicalista, os diretores de escola seriam orientados a não cumprir a determinação, deixando de punir os temporários grevistas.

Em nota, o Governo do Distrito Federal destacou que tem mantido diálogo constante com os trabalhadores. No caso dos professores, alegou o GDF, foram realizadas seis reuniões com representantes do Sinpro somente em 2017. A última delas ocorreu em 7 de março, e uma nova está agendada para a próxima semana.

O governo informou ainda que cumprirá a Lei Geral de Greve aplicada ao serviço público, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal, com regras que preveem corte de ponto e de vantagens nos dias de falta aos servidores que participarem de greves e paralisações. Tudo para que os serviços prestados à população não sejam ainda mais prejudicados.

Reunião cancelada
Também na manhã desta quinta, o governador Rodrigo Rollemberg jogou, mais uma vez, um banho de água fria nas pretensões dos policiais civis. Mobilizada, a categoria reivindica reajuste em seus vencimentos, com equiparação salarial aos valores pagos à Polícia Federal. De acordo com o sindicato da categoria (Sinpol-DF), os policiais brasilienses aguardam por uma negociação com o Executivo local desde o ano passado.

A reunião marcada para às 11h desta quinta-feira, na qual seria discutida a proposta com os deputados da Câmara Legislativa e representantes dos sindicatos de policiais civis, foi cancelada pelo Buriti. O comunicado chegou aos deputados na noite de quarta (15/3). O governo alega que não vai se sentar para discutir o assunto enquanto a Câmara Legislativa se recusar a votar os projetos que ali tramitam. Os distritais, por sua vez, obstruíram a pauta na tarde de quarta, dizendo que só retomariam as votações quando o GDF negociasse com os policiais civis.

Policial civil, o deputado Cláudio Abrantes (Rede) lamentou o posicionamento do governo. “Os deputados entraram em obstrução para pressionar o GDF a receber os policiais civis e, por isso, o Rollemberg cancelou o encontro. É muito ruim essa queda de braço. Estarei ao lado da categoria até que eles sejam recebidos e essa situação se resolva”, afirmou.

Em nota, o Sinpol comunicou que nesta quinta e sexta-feira (17), a diretoria do sindicato estará reunida, internamente, com as lideranças e com as bases da categoria, a fim de montar as estratégias de mobilização dos policiais civis para os próximos dias.

“Esclarecemos à sociedade que esta situação já vem sendo protelada há mais de um ano, por falta de uma postura proativa do Governo do Distrito Federal. O que queremos apenas é a solução de um impasse que já dura praticamente toda a gestão do atual governo, para, enfim, concentrarmos todo nosso esforço em prol do que sabemos fazer: retirar das ruas criminosos de alta periculosidade e mantê-los encarcerados em razão das provas robustas que colhemos por meio da atividade fim dos policiais civis, que é a investigação” diz trecho do texto.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?