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Uma portaria publicada pela Secretaria de Educação nesta terça-feira (14/3) deve adicionar mais lenha na fogueira da insatisfação dos professores da rede pública do Distrito Federal. De acordo com o documento, os docentes substitutos que aderirem à greve nacional dos servidores da Educação devem ser devolvidos pelas escolas às coordenações regionais de ensino e trocados por outros profissionais.

O documento, assinado pelo subsecretário de Gestão de Pessoas da SE-DF, Isaías Aparecido da Silva, afirma que os professores substitutos são contratados temporariamente para ocupar os postos de servidores efetivos em seus afastamentos legais. Logo, fica subentendido que não poderiam se ausentar do serviço.

A portaria foi alvo de críticas do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), que pede a anulação do ato. A entidade orientou diretores de escolas a não cumprirem a circular e exigem do secretário de Educação, Júlio Gregório, a revogação imediata do documento, além do “respeito ao direito de greve de todos os professores e orientadores do DF”.

A Secretaria de Educação também confirmou a intenção de cortar o ponto dos grevistas e soltou portaria pedindo informações sobre os servidores que faltarem as aulas por adesão à greve nacional. Os informes deveriam ser enviados à pasta até as 18h desta quarta-feira (15). “Havendo greve e na continuidade da mesma, os dados deverão ser enviados, diariamente, por e-mail e via memorando”, afirma o documento.

A greve dos professores da rede pública teve início nesta quarta (15) e continua por tempo indeterminado. O movimento, que ocorre em todo o Brasil, é capitaneado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Os trabalhadores reivindicam a suspensão da Reforma da Previdência. O GDF já havia informado que cortaria o ponto dos professores grevistas.

 

 

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