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Brasília começa a enfrentar, a partir desta semana, uma temporada de greves do serviço público. Os professores da rede pública de ensino serão os primeiros a cruzarem os braços. Eles suspendem as atividades, por tempo indeterminado, a partir de quarta-feira (15/3). Policiais civis e servidores da saúde também têm assembleia marcada para o mesmo dia e podem decidir pela suspensão dos trabalhos. O Palácio do Buriti decidiu adotar a mesma estratégia do ano passado para tentar conter os movimentos grevistas: cortar o ponto de quem aderir à paralisação.

“Todos os servidores públicos estão descontentes com o governador. A greve é necessária para fazer o Buriti cumprir as leis”, diz Cláudio Antunes, diretor do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF). Com a paralisação, o calendário escolar ficará suspenso por tempo indeterminado e as reposições de aula só serão discutidas após o retorno das atividades.

Os funcionários do Departamento de Trânsito (Detran-DF), por sua vez, promovem 24 horas de paralisação na quarta. A escolha do dia 15 de março não é aleatória. Em todo o país, trabalhadores e centrais sindicais promovem mobilização contra a Reforma da Previdência. Em Brasília, o protesto ocorrerá na Esplanada dos Ministérios. Os servidores do DF prometem engrossar o coro contra as mudanças.

Além disso, essas categorias e os metroviários do DF, que decidem os rumos de seu movimento em 1º de abril (veja infográfico), pressionam o Palácio do Buriti para conquistar suas reivindicações. Entre elas, reajuste de salários e benefícios como tíquetes alimentação e transporte ou pagamento da última parcela do aumento do funcionalismo local, que deveria ter sido quitada em 2015.

Os policiais civis estão em campanha desde o ano passado e vão cobrar o apoio dos deputados distritais para que possam conquistar a equiparação salarial com os agentes da Polícia Federal. A categoria faz manifestação em frente à Câmara Legislativa nesta terça (14), um dia antes da assembleia na Esplanada.

Em nota, o GDF diz que vem dialogando com as categorias para tratar das diversas demandas que não geram impacto financeiro. O Executivo informa que, frente à crise, tem feito “todos os esforços para pagar a folha em dia”. “Diante deste cenário, o governo de Brasília conta com a colaboração de todos os servidores para que a população de Brasília não seja prejudicada.”

 

 

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