Ibaneis anuncia Wellington Luiz presidente da Codhab

O parlamentar comandaria o Metrô-DF, mas o governador eleito desistiu após recomendação contrária do MPDFT

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 19/12/2018 19:04

O deputado distrital Wellington Luiz (MDB) será o presidente da Companhia Habitacional do DF (Codhab). O parlamentar iria comandar o Metrô-DF, mas o governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) voltou atrás após o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendar não indicar dirigente de partido político ou membro do Legislativo para direção de estatais de acordo com a lei federal nº 13.303/16.

Antes de ser diplomado nessa terça-feira (18/12), Ibaneis afirmou que não enxerga a norma citada pelo MPDFT como uma barreira no Distrito Federal por considerar que se trata apenas de empresas públicas federais. “O governo federal só pode cuidar das suas empresas, não das minhas.”

O emedebista revelou que negocia outro nome para ficar à frente do Metrô-DF, mas não anunciou quem. “Estou trazendo uma pessoa de âmbito nacional que tem bastante conhecimento nessa área e está disposta a nos ajudar.”

Mudanças
Na terça-feira (18), Ibaneis afirmou que poderia levar Wellington para a direção da Agência de Fiscalização do DF (Agefis). Entretanto, nesta quarta (19) o governador eleito anunciou que o auditor de carreira Georgeano Trigueiro Fernandes ficará à frente do órgão que será rebatizado de DF Legal.

Agente aposentado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Wellington presidiu o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) por 12 anos. Em 2012, no governo de Agnelo Queiroz (PT), Wellington foi nomeado como secretário de Regularização de Condomínios.

O distrital tentou se reeleger nas eleições de 2018, mas obteve 11.663 votos e não garantiu uma vaga na CLDF para a próxima legislatura.

De olho
Em nota enviada ao Metrópoles, o MPDFT disse que todas as nomeações para cargos no GDF serão analisadas de acordo com a lei. “Se houver alguma irregularidade, serão tomadas medidas judiciais e extrajudiciais”, concluiu.

O órgão explicou que a recomendação enviada ao governador eleito vale para todas as indicações. “Se deixar de ser cumprida em qualquer caso, o MPDFT avaliará quais são as medidas cabíveis.”

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