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Durante o debate promovido pelo Metrópoles na noite desta segunda-feira (9/7), políticos que se colocam como pré-candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF) aproveitaram para alfinetar os adversários. A plateia, de 500 pessoas, acompanhou os momentos mais acalorados com vaias, gritos e palmas.

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) enfrentou dois embates no primeiro bloco, no qual os postulantes fizeram perguntas entre si. Ao responder questionamento do atual chefe do Executivo sobre regularização fundiária, Fátima Sousa disse que as benfeitorias defendidas por Rollemberg não são vistas nas regiões administrativas.

“Nós, do PSol, estamos discutindo política de habitações, porque habitação não é só lugar para as pessoas morarem”, disparou. “A população tem sentido sua falta. Esperávamos que o seu governo chegasse nas pessoas”, lamentou. Rollemberg retrucou fazendo um convite para ela visitar locais como Buritizinho.

Quando foi questionado por Alexandre Guerra (Novo) sobre renovação política, Rollemberg defendeu que a nova política é feita com honestidade e responsabilidade. Guerra, no entanto, refutou e disparou: “Nesta gestão a Administração do Paranoá teve seis chefes. Você não conseguiu se livrar do troca-troca político que custa muito para o Estado”, afirmou o estreante em corridas eleitorais.

Em outro momento, Fátima Sousa acusou Jofran Frejat (PR) de ter cortado o programa Saúde em Casa quando foi secretário de Saúde do DF. O médico disse que Fátima estava equivocada: “Nunca foi extinto. Ficou compatibilizado”, respondeu.

Polêmicas com negros e LGBTs
No segundo bloco do debate, duas perguntas sobre Direitos Humanos causaram polêmica e provocaram reações acaloradas da plateia. Ao responder o questionamento da jornalista Juliana Cézar Nunes, da Rádio Nacional e da EBC, sobre políticas públicas para a população negra da periferia do Distrito Federal, o pré-candidato e general Paulo Chagas (PRP) disse que os negros são os que mais morrem por violência urbana, mas também são os que mais matam.

O pré-candidato pelo PR, Jofran Frejat (PR), também mostrou não estar muito atento a questões relacionadas à população LGBT. Questionado sobre políticas públicas para a comunidade homoafetiva pelo colunista do Metrópoles Caio Barbieri, Frejat afirmou não ter qualquer problema com a “satisfação pessoal”, mas que essas pessoas não devem “influenciar em outras áreas”.

Outro momento tenso do segundo bloco foi o questionamento do jornalista do G1 Matheus Leitão ao atual governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, sobre a queda do viaduto da Galeria dos Estados, em fevereiro deste ano. O pré-candidato pelo PSB disse que “felizmente” ninguém se feriu e reconheceu não ter sido feita manutenção regular da estrutura.