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Política

Distritais vão devolver R$ 24 milhões ao GDF

Deputados anunciam ajuda ao Buriti para pagar salário de servidores. Mas sem mexer nas verbas extras

23/09/2015 05:20, atualizado 23/09/2015 13:49
Gabriel Jabur/Agência Brasília
Distritais vão devolver R$ 24 milhões ao GDF

Os deputados distritais estão tirando proveito da crise financeira do GDF e tentando passar uma imagem mais positiva para a opinião pública. Sinônimo de gastança, agora resolveram “ajudar” o Palácio do Buriti. Nesta terça-feira (22/9), anunciaram que vão abrir mão de R$ 24 milhões e “devolvê-los” ao Executivo para reforçar o caixa do tesouro local.

Porém, os distritais não vão mexer nas verbas indenizatória e nem na de gabinete. Isso quer dizer que vão manter os R$ 25,3 mil mensais para despesas como combustível, consultorias e aluguéis; e os R$ 173,2 mil para pagar seus assessores.

A presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT), informou que os deputados distritais ainda vão definir para que área os recursos serão destinados. Uma das possibilidades em análise é a utilização do dinheiro para o pagamento do 13º salário de servidores do GDF.

Também não foi explicado de onde serão cortados os milhões a serem repassados. “O corte depende da posição pessoal de cada parlamentar”, disse a deputada. Ela garantiu, ainda, que a Câmara pretende rever os contratos de prestadores de serviço, como vigilância e limpeza.

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Pacote
A “ajuda” ao Buriti não foi o único assunto que mobilizou os distritais nesta terça. As críticas ao pacote do governo, com reajuste de impostos e tarifas públicas, marcaram os pronunciamentos em plenário. “O governo está querendo fazer economia de palito em festa regada a caviar”, condenou o deputado Wellington Luiz (PMDB).

Nem os aliados pouparam o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). “O contribuinte não pode só ser chamando para pagar a conta”, desabafou Raimundo Ribeiro (PSDB).

Até o momento os distritais só chegaram ao consenso para votar um único item do pacote do governo: a regulamentação da cobrança de impostos do comércio eletrônico, que não afeta a população e está gerando perda de receita para o DF.

De acordo com a presidente, nesta semana nenhuma medida será apreciada pelos distritais. A votação da regulamentação do comércio eletrônico deverá acontecer na próxima semana, depois que o governo desmembrar este item em um novo projeto de lei. As demais medidas do pacote, como o aumento de impostos e as modificações no regime jurídico dos servidores, ainda estão sendo discutidas pelos deputados, sem acordo para votação.