Convenção do PDT-DF termina sem acordo. Decisão fica para domingo (5)

Partido não sabe se terá candidatura própria ou coligará com outras legendas. Rollemberg, Eliana Pedrosa e Rosso acenam para sigla pedetista

atualizado 04/08/2018 19:24

Ricardo Botelho/Especial para o Metrópoles

Terminou sem acordo a convenção do PDT-DF neste sábado (4/8). Caberá à Executiva regional da legenda decidir se o partido vai lançar candidatura própria ou, caso contrário, com quem se coligará para as eleições de outubro. Os pedetistas aprovaram a nominata para os demais cargos e o nome para disputar vaga do Senado será o de Fábio Barcellos. O presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, ainda não definiu a qual posto vai concorrer ou se ficará fora da campanha.

Ainda nesta tarde, a cúpula da sigla se reúne para analisar os cenários. O posicionamento só será anunciado no domingo (5), último dia previsto no calendário eleitoral para a realização de convenções. “Vamos conversar com todos os partidos que estão nos procurando. Também estamos esperando a decisão da Nacional para tentar replicar uma coligação”, explicou Georges Michel, presidente regional do PDT. A legenda aguarda ainda o PSB, que tem reunião neste sábado com Ciro Gomes, candidato ao Palácio do Planalto.

Sob tensão, o PDT-DF abriu sua convenção. O clima de divisão que dominou a sigla nas últimas semanas deu o tom do evento. O partido está totalmente rachado.

O presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, principal nome da legenda, chegou a ser lançado para concorrer ao Palácio do Buriti, mas renunciou e causou ruptura na legenda, inflamado pelos projetos nacionais de Carlos Lupi e Ciro Gomes. Nos bastidores, comenta-se que o distrital pode ficar fora das eleições. A vaga do Senado, reservada a Valle, ficaria com Fábio Barcellos, que também já presidiu a CLDF.

Entre os mais revoltados com a situação, está o ex-distrital Peniel Pacheco. Ele também foi lançado a pré-candidato ao GDF, mas não há entendimento entre a maioria da agremiação pedetista de que esse seria o melhor caminho a seguir: “O problema não é eu não ser o candidato, mas esse cenário é o pior dos mundos, conosco aberto para todo mundo e todo mundo aberto para nós. Corremos o risco de cair no colo de alguém que não tem o nosso ideal”.

O trajeto mais provável, entretanto, é a união com a chapa de Eliana Pedrosa (Pros) e Alírio Neto (PTB). Porém, novamente, não há unanimidade. O deputado distrital Reginaldo Veras disse ter “odiado” o encaminhamento. “Foi aprovado que não teremos candidatura própria. Ir com a Eliana ainda não está certo, mas, se for, farei campanha contra. Isso é ferir minhas bandeiras políticas e do PDT”, disparou o parlamentar.

Opções
Além da possibilidade de apoiar Eliana e Alírio, nova alternativa para o PDT – considerada como mais difícil – seria entrar no projeto de reeleição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Por último, uma composição com o deputado federal Rogério Rosso (PSD), que disputará o Buriti, em chapa com Cristovam Buarque (PPS), o qual tentará permanecer no Senado.

Em uma última tentativa de aproximação, o PSB soltou na manhã deste sábado (4), uma hora antes de a convenção começar, nota oficial reiterando “apoio à candidatura de Ciro Gomes para a presidência do Brasil, pelo partido irmão, o PDT”.

O texto finaliza: “Com Ciro presidente do país e Rollemberg governador da capital da República, certamente o Brasil encontrará o caminho da paz social e da prosperidade”.

O presidente regional do PSB-DF, Tiago Coelho, foi pessoalmente à convenção pedetista para reforçar ainda mais a disposição da legenda em uma coalizão.

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