Buritizáveis miram votos de Ceilândia e atacam gestão de Rollemberg

Durante agenda deste sábado, candidatos ao GDF estiveram com servidores da Saúde e focaram discurso para regiões mais populosas

Daniel Ferreira / MetrópolesDaniel Ferreira / Metrópoles

atualizado 01/09/2018 21:36

Candidatos ao Governo do Distrito Federal aproveitaram o sábado (1º/9) para elevar o tom das críticas contra o atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Durante as agendas de campanha, Ibaneis Rocha (MDB), Rogério Rosso (PSD), Alexandre Guerra (Partido Novo) e Eliana Pedrosa (Pros) atacaram diretamente a gestão do socialista.

De forma mais contundente, o emedebista Ibaneis acusou Rollemberg de ter desmontado a Polícia Civil do DF para tentar impedir investigações contra a própria administração. A afirmação foi dada no seminário Eleições 2018 e o Movimento Sindical, promovido pelo Sindicato dos Servidores de Estabelecimentos de Saúde (SindSaúde), no Hotel San Marco.

“Ele não tem interesse algum que a PCDF seja fortalecida justamente porque não quer ninguém no pé dele, de olho em suas ações”, atacou o emedebista. Para ele, a atual gestão é marcada por “incompetência” e “corrupção”. “A prova maior são as últimas operações focadas em pessoas ligadas a ele, inclusive familiares”, disse em referência à (12:26), que investiga suposto tráfico de influência e advocacia administrativa na Casa Civil do DF.

Ainda durante a sabatina do SindSaúde, Eliana Pedrosa também direcionou críticas à gestão do atual governador. Segundo ela, há problemas de diálogo com servidores. “Não aceitarei uma pessoa insensível, alguém trancado em gabinete e que não sabe dar nem um bom dia ao servidor.” Além disso, ela condenou a “terceirização” promovida pelo atual governo. “Não tenho nenhuma pretensão em privatizar a saúde”, disse.

Alexandre Guerra (Partido Novo) não deixou passar a chance de ironizar o atual gestor após ser provocado por diretores do SindSaúde. Ao ser questionado sobre o motivo de não prometer a extinção do Instituto Hospital de Base (IHB), uma das reivindicações da categoria. “O governador fez promessas e não as cumpriu. Eu prefiro ser transparente e só me comprometer com o que realmente eu possa realizar”, disse.

Maratona na região de Ceilândia
Durante carreata em Ceilândia, considerada a maior cidade do Distrito Federal, Rogério Rosso criticou a gestão do socialista e declarar existir recursos federais sobrando para aplicar na cidade e o atual gestor não fez “porque não quis”. Além disso, o deputado federal comentou as disputas entre PMDF e PCDF: “O governador colocou polícia contra polícia e isso não se faz”. Para garantir melhorias salariais para as corporações, Rosso disse contar com recursos do Fundo Constitucional para cumprir as promessas.

No Sol Nascente, Rollemberg garantiu que há recursos para cumprir as atuais promessas de campanha. Depois de apontar, por mais de três anos, um déficit nas contas do Distrito Federal para não honrar compromissos feitos nas eleições passadas, o governador afirmou que, se receber novamente a confiança da população, vai aumentar o contingente da Polícia Militar. Ainda segundo o candidato do PSB, ele vai construir creches, um novo hospital em Ceilândia e contratar novos servidores para a Saúde.

Voto direcionado
Ainda nesse sábado, o candidato pelo DEM, Alberto Fraga, dedicou parte da agenda para representantes religiosos e participou de reuniões com categorias profissionais. O democrata disse ter sido positiva a conversa, mas ainda vai monitorar o grupo. Segundo o parlamentar, os evangélicos têm uma tendência a mudar de voto diante de encontros com outros candidatos. “Se bobear, chega outro e pega”, disse.

Representantes do PSol e do PT na corrida ao Palácio do Buriti, a professora Fátima Souza e a advogada Cláudia Farinha se comprometeram com a Plataforma Feminista do Distrito Federal — propostas de legislação e políticas públicas voltadas para às mulheres. As duas assinaram um documento para afirmar que, caso sejam eleitas, colocarão em prática os projetos listados na publicação.

Cláudia concorre ao cargo de vice-governadora pelo PT, ao lado do correligionário Júlio Miragaya, enquanto Fátima é a cabeça de chapa do PSol. “Há mais de 40 anos estou na luta para que a mulher também esteja no poder à serviço da sociedade. Nós podemos fazer a diferença”, argumentou a professora. Miragaya teve de viajar para decidir os rumos presidenciais do PT após a Justiça Eleitoral ter impedido o registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

 

 

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