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Distrito Federal

Policial que agrediu pai na frente do filho na Asa Norte é condenado.

Gustavo Gonçalves Suppa foi condenado por agredir Diego Torres na frente do filho da vítima, de 5 anos. Caso ocorreu em julho de 2025

13/08/2026 21:13, atualizado 13/08/2026 21:27
Material cedido ao Metrópoles
Policial que agrediu pai na frente do filho na Asa Norte é condenado

A 8ª Vara Criminal de Brasília condenou o agente da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Gustavo Gonçalves Suppa (foto em destaque) por agredir o publicitário Diego Torres durante uma abordagem truculenta na Asa Norte, em julho do ano passado.

Veja:

O caso teve início após uma colisão de trânsito entre o veículo da vítima e uma viatura descaracterizada da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA/PCDF), que era conduzida por Gustavo.

Na época, a vítima alegou que, por não identificar que se tratava de policiais, tentou se afastar do local, acreditando estar diante de um possível assalto.

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A perseguição terminou na quadra 112 Norte, onde os agentes interceptaram o veículo de Diego. Segundo os autos e relatos de testemunhas, os policiais agiram com extrema agressividade, sacando armas e dando socos e coronhadas no publicitário.

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Vídeos gravados por populares (veja acima) mostraram Diego imobilizado no chão, com o joelho do policial pressionando suas costas por vários minutos, mesmo após já estar algemado e sem oferecer resistência.

Um dos pontos mais sensíveis do caso foi a presença do filho da vítima, de 5 anos. Durante a abordagem, uma manobra realizada por Gustavo fez com que a porta do carro se fechasse no rosto da criança.

Enquanto o pai era levado, o menino foi deixado chorando no local, sendo acolhido por pessoas que passavam pela rua.

Na sentença, o juiz Osvaldo Tovani destacou que, embora a abordagem inicial pudesse ser justificada pela colisão e fuga, o uso da força transbordou os limites legais assim que a situação foi controlada.

O magistrado ressaltou que a manutenção da vítima algemada em posição vulnerável no chão constituiu “incremento desnecessário da violência”.

A defesa de Gustavo alegou que o policial agiu em estrito cumprimento do dever legal diante de um cenário de tensão, mas o argumento foi rejeitado pelo juízo, que apontou a inexistência de perigo concreto que justificasse tal agressividade.

Detenção e multa

Gustavo Gonçalves Suppa foi condenado a 9 meses de detenção, em regime inicial aberto, além do pagamento de R$ 10 mil à vítima, a título de reparação por danos morais e materiais. O réu poderá recorrer da sentença em liberdade.

O segundo agente da PCDF envolvido no caso, Victor Baracho Alves, aceitou um acordo legal de suspensão do processo, cujo cumprimento está sendo monitorado pela Justiça.