Polícia investiga possível espancamento de jovem no Sudoeste
João Paulo Carvalho de Sousa, 30 anos, foi encontrado sangrando no chão de uma via na região. Família desconfia de hipótese de acidente
atualizado
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A 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) apura o que levou o músico João Paulo Carvalho de Sousa, 30 anos, a dar entrada no Hospital de Base do DF com um lesão na cabeça, na manhã de 3 de dezembro. O rapaz teria sofrido um acidente no QSMW 6 do Sudoeste, mas a família desconfia que esse não seja o caso e acredita em espancamento. Como continua em coma, o jovem ainda não pode dar sua versão sobre o caso.
Segundo a ocorrência policial registrada na DP, a mãe de João Paulo recebeu uma ligação por volta das 6h do dia 3 de dezembro, de uma pessoa desconhecida que utilizava o celular do jovem.
O responsável pela ligação informou à mulher que o filho havia sofrido um acidente de bicicleta e estava caído no asfalto e sangrando muito. Disse ainda que já haviam acionado o Serviço Médico de Urgência (Samu) e aguardava a chegada do socorro no local.João Paulo estaria seguindo para casa após sair de um bar na 305 Norte, onde, segundo um amigo, teria consumido bebida alcoólica.
A mãe do rapaz informou à polícia que, após ser avisada, se dirigiu imediatamente ao local do suposto acidente. O filho já havia sido levado ao Hospital de Base, mas a mulher encontrou na área a bicicleta usada pelo jovem intacta, encostada em uma mureta.
Em seguida, mãe e padrasto da vítima seguiram para o HBDF, onde encontraram João Paulo sedado e respirando com a ajuda de aparelhos. Segundo os familiares contaram à polícia, o músico não possuía nenhuma marca de arranhão no corpo, somente a lesão na cabeça, próximo à nuca esquerda.
Os parentes afirmaram ainda que um médico da unidade de saúde informou que o ferimento do rapaz provavelmente não teria sido causado por uma queda de bicicleta. Por conta desses indícios, a família acredita que o caso não se tratou de acidente.
As testemunhas que socorreram João Paulo afirmaram que encontraram o rapaz caído e ninguém mais afirma ter visto o ocorrido. A Polícia Civil agora procura imagens de câmeras de segurança para determinar a sequência de eventos daquele dia.
